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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Timão é líder!!


Nação,

O Timão venceu o Grêmio ontem por 2 a 1, em pleno estádio Olímpico, quebrando um tabu de mais de 10 anos, atingindo 100% de aproveitamento dos pontos disputados nesse início de Brasileirão.

Com a vitória, não vemos ninguém na nossa frente. Líder absoluto e incontestável.

Ainda é o início. Muita coisa ainda vai acontecer nesse campeonato, é lógico. Mas matemática é matemática. Os 3 pontos de agora são os mesmos das últimas rodadas. Por isso, vencer sempre é importante, principalmente num campeonato por pontos corridos.

E vencemos dois adversários difíceis, principalmente para nós, pois tratam-se de duas das nossas maiores asas negras.

E especificamente o Grêmio é um time dificílimo de ser batido na sua casa, independente de entrar com time misto ou não.

Aliás, essa é outra parada engraçada. Porque nós corinthianos estamos acostumados a quando falam de time reserva a ver apenas reservas de fato em campo. Nosso rodízio era assim. Já o adversário de ontem poupou sim alguns jogadores, mas muitos dos considerados titulares estavam em campo. Como exemplo, do time que enfrentou os palhacinhos da vila, somente os defensores Edilson e Rodrigo e o atacante Borges não entraram em campo ontem.

Então mídia bambi, se não conseguem nos elogiar pelo menos não diminuam nosso feito. Somos conscientes de que ainda é o começo, mas temos o direito de curar nossa ressaca pós-Libertadores curtindo a liderança isolada do campeonato, além de nos divertirmos vendo nossos principais rivais pagando mico, perdendo em casa, ou empatando graças a ajuda inestimável da arbitragem.

Agora, o time precisa manter o foco e ter a consciência que esses pontos valerão se soubermos nos utilizar deles, não desperdiçá-los lá na frente. Eu explico: de nada adianta vencer o Grêmio no Olímpico e depois perder em casa para um time mulambento, como o Corinthians adora fazer.

Quanto ao jogo em si, o time vem na crescente em função de adotar a formação tática que é uma vocação natural dessa equipe, que foi responsável pelas conquistas do ano passado, e inexplicavelmente sepultado pelo técnico.

Depois de insistir num esquema furado e pagar com a perda da Libertadores, o técnico percebeu, ou foi "percebido", de que jogar com três atacantes é a única forma de manter a unidade e qualidade de toda a equipe.

Mas o time ainda é lento. E ainda está com o problema de depois de abrir o placar recuar, chamando o adversário e se arriscando desnecessariamente a levar o gol.

Foi assim ontem. Ralf abriu o placar numa bela cabeçada, e durante uns 5 minutos ainda mantivemos o controle do jogo. Depois, a equipe foi se retraindo, dando o campo para o Grêmio, que passou a ter muito mais posse de bola. Mas também foi isso. Mesmo com espaço, não souberam aproveitar, e o jogo ficou do jeito que o Mano gosta, ou seja, amarrado, sem velocidade e ultra chato.

Na segunda etapa, nosso maior temor, pois a equipe sempre volta pior, parece que as coisas começam a mudar mesmo. Não voltaram maravilhosos, mas continuaram atentos e com disposição para matar o jogo. 

E aconteceu por volta dos 20 minutos, numa jogada de linha de fundo do Dentinho, que cruzou para o "nunca gol" Souza empurrar para o gol vazio. Justiça seja feita, nos últimos jogos ele sempre tem guardado o seu. Será que nossos problemas acabaram-se???

Novamente a equipe recuou, tomou um gol que poderia complicar, mas manteve a calma e o controle do jogo, segurando a vitória até o fim.

Importante é que, mesmo jogando um futebol sem empolgar, a consistência da equipe está trazendo resultados. E nesse campeonato longo, chato e sem emoção, o que importa é vencer, principalmente quando os outros ainda estão dormindo no ponto.

Porque quando acordarem, esperamos que já seja tarde demais, e o Timão esteja comemorando o penta.

Valeu!

GRÊMIO 1 X 2 CORINTHIANS
Victor, Joílson, Mário Fernandes (Fernando), Rafael Marques e Bruno Collaço; Willian Magrão, Fábio Rochemback, Douglas (Jonas) e Hugo (Maylson); Leandro e Bergson.
Felipe, Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Elias e Jucilei; Jorge Henrique (Danilo), Souza (Paulinho) e Dentinho (Iarley).
Técnico: Silas
Técnico: Mano Menezes
Gols: Ralf, aos cinco minutos do primeiro tempo;
Souza, aos 19, e Maylson, aos 29 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Jorge Henrique, Dentinho (Corinthians); Douglas, Leandro, Willian Magrão (Grêmio).
Público total: 17.119 Renda R$ 284.483,50
Estádio: Olímpico. Data: 16/05/2010. Árbitro: Elmo Alves Cunha Resende (GO).
Auxiliares: Fabrício Vilarinho da Silva (GO) e Cristhian Passos Sorence (GO).

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Corinthians cumpre papel de bom convidado e faz a festa do Bota!!

Nação,

Estive ontem no Engenhão, e continuo com aquela sensação ruim que a derrota desperta, independente da importância do jogo.

Era amistoso, uma festa bonita para o Botafogo, na qual fomos convidados e cumprimos a risca nosso papel, pelo menos na visão e expectativa dos donos da festa. Porque para nós foi trágico.

Tipo assim, levamos o bolo, os refrigerantes, as cervas, o som, tudo, mas só poderíamos ficar olhando. Prá não dizer que não tivemos nada, nos deram um "docinho", que foi ver a homenagem da torcida do Botafogo ao Souza, toda vez que ele pegava na bola, com coro de "oooo.. Souza é um mer...a". Por isso valeu a participação.

Valeu também pelo clima amistoso entre as torcidas. Fui com minha família, desfilando com o Manto Sagrado tranquilamente entre os botafoguenses.

Perder sempre é ruim. Procuramos extrair algo de positivo, nem que seja na atuação individual de alguns jogadores. Mas nesse caso não dá para salvar a pele de ninguém. O time reserva é fraco, mesmo com o atenuante da falta de ritmo e entrosamento.

Não é péssimo. E, apesar do placar de 3 a 1, o time não jogou tão mal. Mas dizer que temos elenco e podemos ficar tranquilos, isso não.  Os reservas mostraram que temos que jogar todas nossas fichas nos titulares, e rezar que estejam sempre em campo, porque se depender deles, já era.

Agora, mesmo considerando a maioria dos jogadores aquém da categoria necessária para vestir nossa gloriosa camisa,  em defesa deles coloco o esquema e forma de jogar do time. O Mano implantou uma filosofia, uma forma de jogar que privilegia o coletivo, onde as individualidades precisam ser sacrificadas ao máximo. Ou seja, cada jogador tem que se portar de uma maneira em campo, sem direito a muitas variações, para não comprometer a forma coletiva do jogo.

Isso cabe um debate interessante. Falaremos mais em outro post.

O jogo em si não foi ruim. Durante quase todo o primeiro tempo o Timão dominou a partida, criando as maiores chances. Mas como acontece com o time titular, os reservas não são decisivos, desperdiçam oportunidades claras, como um chute cara a cara do Alessandro, inacreditavelmente para fora.

Os deuses do futebol não perdoam. No último minuto do primeiro tempo, o Bota usou sua principal arma. Bola levantada na área, cabeçada de El Loco Abreu, e abertura do placar.

Logo no início do segundo tempo a liquidação da fatura. Falta que Edno - dispensado pelo Mano - cobrou bem, mas que só foi gol porque lá estava o boneco mão de pau Rafael Santos. Num só lance Mano viu o quanto errou na formação do elenco.

Aos quinze minutos a festa ia virando zona, e o Timão a um passo de um vexame histórico. Alessandro, sem ritmo, deixa a bola nos pés do lateral, que cruza para Herrera livre fazer o terceiro. Outro dispensado pelo Mano, que de novo deve ter pensado sobre os erros na formação do elenco.

Só não foi mais humilhante porque o "nunca gol" Souza se jogou numa bola cruzada pelo Defederico e fez o nosso de honra. Prá mostrar que é ruim, mas não perde a pose, ele mandou a torcida do Bota se calar, e aí as homenagens aumentaram de volume.

Depois o jogo se arrastou até o fim sem maiores emoções. A festa dos caras tava completa, e a nossa decepção também.

Esperar que quarta-feira, no jogo que de fato interessa, os titulares façam diferente dos reservas, e nos poupe de maiores emoções.

E para mim o que valeu mesmo foi ver a minha princesinha, no alto dos seus 3 aninhos, vestida com o Manto e gritando "Thorintia" na arquibancada. Isso não tem preço.

Valeu!


BOTAFOGO 3 x 1 CORINTHIANS
Jefferson, Fahel, Antônio Carlos (Wellington) e Fábio Ferreira; Alessandro (Marcelo Cordeiro), Leandro Guerreiro, Túlio Souza (Edno), Renato (Caio) e Somália; Herrera e Loco Abreu.Rafael Santos, Alessandro (Balbuena), Paulo André, Leandro Castan e Escudero (Dodô); Marcelo Mattos, Boquita (Paulinho), Edu Gaspar e Defederico; Jorge Henrique e Souza.
Técnico: Joel Santana.Técnico: Mano Menezes.
Gols: Loco Abreu, aos 44 minutos do primeiro tempo. Edno, aos três, Herrera, aos 14, e Souza, aos 16 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Antônio Carlos (Botafogo).
Estádio: Engenhão. Data: 25/04/2010.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Timão 3 x 0 Mogi Mirim. Desfile nota 10!!!

Nação,

Depois de assistir ao espetáculo da Gaviões da Fiel na passarela, levantando o sambódromo e elevando o nome do Corinthians para todo o Brasil, voltamos ao futebol, e no ritmo de folia sapecamos 3 a 0 no time do Mogi Mirim, outrora conhecido como carrossel caipira, mas que agora não chega nem a pangaré.

Não temos nada a ver com isso. Se o time é fraco, a obrigação do time mais forte é ser impiedoso, e vencer com autoridade, de goleada. Não chegamos a tanto, mas o time apresentou futebol superior, e fez a quantidade de gols suficiente para que não restem dúvidas de quem mandou na partida.

Diferente do carnaval, onde o espetáculo não resultou em título, por culpa dos bandidos ocultos apelidados de jurados - falaremos mais sobre isso - em campo a disposição e eficiência da equipe resultou numa vitória tranquila, que deixa o time numa posição confortável no campeonato, além de transmitir confiança para a fiel.

Serviu também para quem sabe tirar a zica e resgatar de vez um jogador que desde que chegou não justificou o investimento e o alto salário - nosso matador da noite Souza. Dois gols numa partida é algo para se comemorar e muito. Só espero que não tenha acabado o estoque.

Falando sério, o cara não é de todo mal. É alto, forte, sabe proteger bem a bola, se posiciona bem e tem até uma razoável habilidade. Mas parece que não tem uma relação muito boa com o gol. Nos dois gols de ontem a bola chorou para entrar, com o goleiro quase fazendo a defesa. Souza, meu conselho é você tentar fortalecer esse sentimento. Leve umas flores, faz um poema, sei lá. Conquiste o gol para que ele não fuja tanto de você.

No primeiro gol, uma bela jogada do Morais. Esse é a eterna incógnita. Todo mundo sabe que é habilidoso, tem tudo para ser craque, mas alterna bons momentos com total omissão. Por isso, deve ainda ser uma dúvida na cabeça do Mano para o fechamento final da lista dos 25 da Libertadores.

Jorge Henrique já virou redundância dizer que comeu a bola. Nosso principal jogador, e além da velocidade e raça demonstra que também tem uma visão apurada de jogo. Um toque tão maravilhoso no vazio que até a zica do Souza não teve coragem de atrapalhar, permitindo o segundo gol, choradinho, mas lindo pelo conjunto da jogada.

Roberto Carlos, por mais que os críticos queiram menosprezá-lo, nós temos que exautá-lo. Disposição para dar e vender, um respeito pelo Manto que emociona e o toque refinado na hora certa, sem firula mas com total objetividade, servindo o xerife Chicão para liquidar a fatura.

E para aqueles que no primeiro jogo vaiaram o Tcheco, devem estar agora morrendo de vergonha. O cara sabe jogar, é técnico e raçudo ao mesmo tempo, e cada vez mais mostra evolução. Vamos apoiar nossos jogadores, porque eles nos representam. Nunca pensei que precisaria pedir isso para a Fiel, mas infelizmente hoje isso se faz necessário, devido ao surgimento de uma categoria de torcedor que não entende bem o que é ser corinthiano.

Enfim, a equipe vai se encorpando, o elenco sendo testado e respondendo, e o time ideal está cada vez mais perto de ser formado.

E para completar a noite feliz, os porquinhos foram enrabados de quatro sem dó pelo São Caetano, em pleno chiqueirão. Pois é Muricy, sem a proteção dos bastidores dos bambis bandidos da Vila Sônia fica difícil ser técnico né?

Agora mais um treino de luxo no próximo sábado contra o Rio Branco, na Arena Barueri, antes da estréia na Libertadores. Ronaldo deve jogar meio tempo, o que sinceramente considero desnecessário e perigoso. Mas vamos torcer para que dê tudo certo.

Aqui é Corinthians!

Valeu!

MOGI MIRIM 0 x 3 CORINTHIANS

MOGI MIRIM
Alex Alves; Luizão, Anderson Conceição (Jorge Preá) e Fábio Sanches; Audálio, Ricardo Oliveira, Elias, Marcelo e Raí; Luís Mario (Eduardo) e Geovane (Éverton)
Técnico: Francisco Diá

CORINTHIANS
Felipe; Moacir, Chicão, Paulo André e Roberto Carlos; Ralf, Elias, Tcheco (Edu) e Morais; Souza (Iarley) e Jorge Henrique (Defederico)
Técnico: Mano Menezes

Gols: Souza, aos 33 minutos do primeiro tempo e aos 6 do segundo tempo, Chicão, aos 29 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Marcelo, Luís Mário e Luizão (Mogi Mirim); Souza e Chicão (Corinthians). Cartão vermelho: Eduardo (Mogi Mirim)
Público e renda: 4.740 pagantes e R$ 207.240,00
Estádio: João Paulo II, em Mogi Mirim, SP. Data: 17/2/2010. Árbitro: Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza. Auxiliares: Osny Antônio Silveira e Ricardo Pavanelli Lanutto.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Mais dois pontos perdidos. Vamos parar de falhar??!!



Nação,

De novo a defesa do Timão entrega o ouro. E de novo um empate amargo, que vai minando nossas chances de conquista da tríplice coroa.

O time do Barueri é arrumadinho, tem bons jogadores, rápidos e que tocam bem a bola.

Mas eles tiveram a vida facilitada pela desatenção e falta de ritmo dos zagueiros.

Tomar um gol aos vinte segundos de jogo é um absurdo. O que o Jean achou que iria acontecer deixando a bola passar nas suas costas? Vâmo acordar né!!

Ainda sob o efeito do desmatelamento da equipe, agora não pelo desmanche mas pelas circunstâncias mesmo, com vários jogadores fóra por contusão ou cartão, o poder de reação era praticamente nulo.

Nulidade com nome e sobrenome: Bill Henrique de Morais.

Caraca, que o Manto pesa uma tonelada todo mundo sabe, mas a amarelite do Bill e do Henrique é de se espantar.

E o Morais continua sem compromisso. Corre, tenta, mas não chama a responsa. Não se acha na obrigação de ser "o cara" do time. Sendo só mais um vai apodrecer na reserva quando o "El Pibe" Defederico tiver a menor condição de jogo.

No intervalo o Mano deu uma sacudida nos caras e eles voltaram melhor. Tirou o medroso e apagado Henrique e colocou o "peso morto" Souza. Tomando por parâmetro o que o Henrique tinha feito no primeiro tempo, nada, a chance dele pelo menos não ser o pior em campo aumentaram consideravelmente.

E nessas condições ele até jogou mais ou menos. Se movimentou, criou mais espaços, até sofrer um penalty, daqueles que vão falar a semana inteira, garantindo o empate após ótima cobrança do Marcinho. Esse aí tá pegando o jeito.

Na sequência um golaço do Elias, num chutaço no ângulo. Alguns minutos depois ele repetiu o chute, mas dessa vez o goleiro fez ótima defesa. Se tivesse entrado, a fatura estaria liquidada.

Mas como "se" não existe no futebol, num contra-ataque, uma bola fácil levantada na área e o Paulo André, com ciúmes da mancada do Jean no primeiro tempo, fez a lambança dele, deixando o Val Baiano empatar a partida.

Cara, quantos Val Baianos dá prá pagar com o salário do Souza heim?? E o cara resolve, enquanto o nosso marajá só faz número em campo, quando muito.

Depois do empate eu ví que não teria mais jeito, e o melhor era segurar o 2 a 2 e garantir um pontinho, porque tava muito mais para o Barueri fazer o terceiro do que o Timão, apesar de algumas chances em chutes de longa distância, com o Marcelo Oliveira e Elias.

Em duas rodadas, vimos a chance de somar 6 pontos disperdiçada por falhas de posicionamento da defesa.

Mas não adianta crucificar os caras. É compreensível pela falta de ritmo e desentrosamento.

Não compreensível são os atacantes simplesmente se recusarem a ter a menor chance de fazer um gol.

O Ronaldo vai ficar 2 meses fóra e ainda vai voltar com mais gols que todos eles somados.

Agora uma folga prolongada, por conta de ser obrigado a jogar para atender os interesses da Globo (tudo bem, quem manda a gente ser a estrela da companhia), e depois os peixinhos no Pacaembu.

Perder mais dois pontos para outro time mulambo vai ser imperdoável.

Que nesse período o Mano treine esses atacantes para que eles pelo menos tentem fazer gols.

Tá difícil.

Mas vamos que vamos. Aqui é Corinthians.

Valeu!