Nação,
O Timão venceu o Grêmio ontem por 2 a 1, em pleno estádio Olímpico, quebrando um tabu de mais de 10 anos, atingindo 100% de aproveitamento dos pontos disputados nesse início de Brasileirão.
Com a vitória, não vemos ninguém na nossa frente. Líder absoluto e incontestável.
Ainda é o início. Muita coisa ainda vai acontecer nesse campeonato, é lógico. Mas matemática é matemática. Os 3 pontos de agora são os mesmos das últimas rodadas. Por isso, vencer sempre é importante, principalmente num campeonato por pontos corridos.
E vencemos dois adversários difíceis, principalmente para nós, pois tratam-se de duas das nossas maiores asas negras.
E especificamente o Grêmio é um time dificílimo de ser batido na sua casa, independente de entrar com time misto ou não.
Aliás, essa é outra parada engraçada. Porque nós corinthianos estamos acostumados a quando falam de time reserva a ver apenas reservas de fato em campo. Nosso rodízio era assim. Já o adversário de ontem poupou sim alguns jogadores, mas muitos dos considerados titulares estavam em campo. Como exemplo, do time que enfrentou os palhacinhos da vila, somente os defensores Edilson e Rodrigo e o atacante Borges não entraram em campo ontem.
Então mídia bambi, se não conseguem nos elogiar pelo menos não diminuam nosso feito. Somos conscientes de que ainda é o começo, mas temos o direito de curar nossa ressaca pós-Libertadores curtindo a liderança isolada do campeonato, além de nos divertirmos vendo nossos principais rivais pagando mico, perdendo em casa, ou empatando graças a ajuda inestimável da arbitragem.
Agora, o time precisa manter o foco e ter a consciência que esses pontos valerão se soubermos nos utilizar deles, não desperdiçá-los lá na frente. Eu explico: de nada adianta vencer o Grêmio no Olímpico e depois perder em casa para um time mulambento, como o Corinthians adora fazer.
Quanto ao jogo em si, o time vem na crescente em função de adotar a formação tática que é uma vocação natural dessa equipe, que foi responsável pelas conquistas do ano passado, e inexplicavelmente sepultado pelo técnico.
Depois de insistir num esquema furado e pagar com a perda da Libertadores, o técnico percebeu, ou foi "percebido", de que jogar com três atacantes é a única forma de manter a unidade e qualidade de toda a equipe.
Mas o time ainda é lento. E ainda está com o problema de depois de abrir o placar recuar, chamando o adversário e se arriscando desnecessariamente a levar o gol.
Foi assim ontem. Ralf abriu o placar numa bela cabeçada, e durante uns 5 minutos ainda mantivemos o controle do jogo. Depois, a equipe foi se retraindo, dando o campo para o Grêmio, que passou a ter muito mais posse de bola. Mas também foi isso. Mesmo com espaço, não souberam aproveitar, e o jogo ficou do jeito que o Mano gosta, ou seja, amarrado, sem velocidade e ultra chato.
Na segunda etapa, nosso maior temor, pois a equipe sempre volta pior, parece que as coisas começam a mudar mesmo. Não voltaram maravilhosos, mas continuaram atentos e com disposição para matar o jogo.
E aconteceu por volta dos 20 minutos, numa jogada de linha de fundo do Dentinho, que cruzou para o "nunca gol" Souza empurrar para o gol vazio. Justiça seja feita, nos últimos jogos ele sempre tem guardado o seu. Será que nossos problemas acabaram-se???
Novamente a equipe recuou, tomou um gol que poderia complicar, mas manteve a calma e o controle do jogo, segurando a vitória até o fim.
Importante é que, mesmo jogando um futebol sem empolgar, a consistência da equipe está trazendo resultados. E nesse campeonato longo, chato e sem emoção, o que importa é vencer, principalmente quando os outros ainda estão dormindo no ponto.
Porque quando acordarem, esperamos que já seja tarde demais, e o Timão esteja comemorando o penta.
Valeu!
Victor, Joílson, Mário Fernandes (Fernando), Rafael Marques e Bruno Collaço; Willian Magrão, Fábio Rochemback, Douglas (Jonas) e Hugo (Maylson); Leandro e Bergson. | Felipe, Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Elias e Jucilei; Jorge Henrique (Danilo), Souza (Paulinho) e Dentinho (Iarley). |
Técnico: Silas | Técnico: Mano Menezes |
Gols: Ralf, aos cinco minutos do primeiro tempo; Souza, aos 19, e Maylson, aos 29 minutos do segundo tempo. | |
Cartões amarelos: Jorge Henrique, Dentinho (Corinthians); Douglas, Leandro, Willian Magrão (Grêmio). | |
Público total: 17.119 Renda R$ 284.483,50 | |
Estádio: Olímpico. Data: 16/05/2010. Árbitro: Elmo Alves Cunha Resende (GO). Auxiliares: Fabrício Vilarinho da Silva (GO) e Cristhian Passos Sorence (GO). | |
