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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Tragédia nas alturas, terrorismo nos trópicos!

"É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito!"
Albert Einstein

Deve-se evitar toda "precipitação" e todo o " preconceito" ao se analisar um assunto e só ter por verdadeiro o que for claro e distinto.
René Descartes

"Um tolo instruído é mais tolo que um tolo ignorante."
Molière

"A maior de todas as ignorâncias é rejeitar uma coisa sobre a qual você nada sabe."
H. Jackson Brown


"A mentira deriva, em geral, do medo injustificado".
Textos judaicos

As convicções são inimigas mais perigosas da verdade do que as mentiras
Friedrich Nietzsche

As grandes massas cairão mais facilmente numa grande mentira do que numa mentirinha.
Adolph Hitler

Há uma razão para a mentira: funciona.
Dr. House

Frases que ilustram o comportamento da nossa podre mídia e de tantos outros dementes diante da triste tragédia de Oruro. Para refletir!

Nação,

Não quero me alongar muito nesse assunto, que tanta tristeza e chateação trouxe a nós fiéis corinthianos, mas acho que não será possível.

Tristeza e consternação pela tragédia ocorrida, que vitimou uma vida humana, e que deixou a nação corinthiana em luto.

Chateação pela reação dos abutres, representados principalmente pela mídia anti-corinthiana, hipócrita e demagoga, e que se prestaram após esse triste acontecimento apenas a atacar o Corinthians e sua torcida, pouco ou nada preocupados com a efetiva justiça nesse caso.
 
Não querem saber de apurar os culpados. Não querem saber de correções para que novas tragédias não ocorram. Não querem saber da dor da família pela perda de um ente querido. Não querem saber se inocentes estão correndo risco de pagarem por um crime que não cometeram.
 
Não querem saber de nada.
 
Querem apenas o sangue corinthiano. Que apenas o Corinthians pague, que se foda de verde e amarelo.
 
Se esses abutres tivessem o dom divino da ressurreição, não usariam para trazer o garoto de volta, porque para eles essa tragédia foi oportuna, pois permitiu trazer de volta o sentimento que estava ocultado ultimamente, o anti-corinthianismo irracional e incurável. Estavam oculto pois eram obrigados a contar nossas glórias e intermináveis ações positivas, e isso para qualquer anti é o fim do mundo.
 
Dos torcedores irracionais é foda ver as reações doentias, violentas e carregadas de preconceitos. Mas infelizmente faz parte, está no contexto da irracionalidade clubística, principalmente de quem só se ocupa de odiar a paixão alheia. Mas de jornalistas, ditos profissionais, que tem o poder da palavra e a força de formar opiniões, destes se espera o mínimo de responsabilidade, bom senso e equilibrio para analisar uma questão tão relevante como essa.
 
Não foi o que vimos. Foram destes que partiram as maiores sandices. A cobertgura da Globo, mesmo com o tal padrão de qualidade, foi imperdoável. Os seus comentaristas na sua filial SPORTV pior ainda, destaque para o André Rizek, que tem se mostrado um perfeito mal carater e hipócrita, pra ficar só nessas duas características. O cara falou tanta bobagem, destilou tanto preconceito, que fica claro a má intenção nas suas ações. 
 
Os vermes Milton Neves e Flávio Prado cumpriram o papel de sempre. Os birnes e juquinhas da vida também. O diário bambi Lance, mesmo tentando fingir uma preocupação em ser justo, não deixou de seguir sua natureza, e as ordens de seus chefes, e criminalizaram o Corinthians o quanto puderam.
 
Por incrível que pareça um dos maiores antros de abutres, a ESPN foi a menos doentia, apesar de alguns de seus colunistas manterem o tom de massacre ao Corinthians e a fiel a todo custo, parte deles demonstraram incomum equilibrio, destaque, pasmem, para o Mauro Cézar.
 
Não queremos impunidade. Muito pelo contrário. Queremos punição. Mas para todos, inclusive o nosso amado Corinthians. Mas não da forma que está sendo feita. Não com esse ódio, radicalismo, criminalizando o clube e sua torcida e nos colocando como bodes espiatórios.
 
A crítica para a mídia vai na forma que eles abordaram inicialmente o ocorrido, e mesmo depois das imagens e dos vários acontecimentos mostrarem o contrário, não mudaram. Sustentam que foi uma ação deliberada, hostil e criminosa da torcida. Não foi, sabem que não foi, e não mudam.
 
Foi uma ação indevida, utilizando artefatos que não deveriam estar presentes no estádio, mas dos dois lados. E todos viram que na torcida do San José tinha muitos mais sinalizadores e fogos do que na torcida alvinegra, como mostra a foto abaixo:
 
Se as autoridades permitiram, elas devem ser cobradas. Se o clube mandante permitiu, ele deve ser punido. O torcedor deve ser identificado, e responder pelo seu ato, acidental ou não, mas que custou uma vida humana. E o Corinthians, mesmo sem culpa direta, também terá que pagar um preço.
 
Todos. Não apenas o Corinthians. E não da maneira covarde, preconceituosa, mentirosa e maldosa que está ocorrendo.
 
A própria mídia boliviana, o povo boliviano, traumatizados pela tragédia, começam a avaliar de forma mais abrangente, cobrando responsabilidade das autoridades locais e do clube mandante.
 
Já os abutres daqui insistem na sua sede insana pela condenação corinthiana. Mantem-se na mentira e na manipulação, pautada pelo ódio clubístico, pela inveja e pelo preconceito.
 
O clube foi punido e tem que se defender. Mas se tiver que cumprir a pena, que cumpra. A torcida estará sempre presente, dentro do Pacaembu ou fora, ou melhor, principalmente fora, representada pelos seus 30 milhões de apaixonados que continuarão a transmitir a força necessária para as conquistas.
 
Mas terá que cobrar a mesma postura da Conmebol com os outros envolvidos, e principalmente com os casos futuros que com certeza irão acontecer, esperamos que não com o mesmo final trágico.
 
E principalmente tem que traçar uma linha de atuação a curto, médio e longo prazo junto a mídia e as entidades que deveriam representá-lo, no caso Federação Paulista de Futebol- FPF e Confederação Brasileira de Futebol - CBF. Ganham dinheiro as nossas custas, deveriam ser parceiros, mas são inimigos. E isso não é algo que pode mais ser igonorado pelo clube.
 
Não estou pedindo retaliação. Mas um plano de ação, bem planejado, para que nossos interesses e direitos não sejam ultrajados como tem ocorrido sistematicamente, e de forma escandalosa nesse trágico acontecimento.
 
Como previa, acabei me alongando, mas ainda foi pouco diante de tantas bobagens e o linchamento que fomos submetidos nessa semana.
 
Precisava desabafar, como toda a Fiel. Mas a partir de agora esperar que a justiça seja feita, principalmente em relação ao pobre garoto que perdeu sua vida.
 
E vamos em frente, com nosso amor inabalável ao Timão, rumo a mais conquistas, para desespero dos abutres.
 
Valeu!

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Atenção elite paulista, a cidade de São Paulo não termina em Higienópolis!!


De novo essa gente diferenciada?

Por Sérgio Alvarenga (diretor jurídico do Corinthians)

O verdadeiro patrulhamento que tem se visto a respeito do estádio de futebol que o Corinthians pretende construir no distante Itaquera parece assemelhar-se com a demonstração de preconceito contra “gente diferenciada” que, recentemente, se manifestou no próximo Higienópolis, em episódio que, de tão recente e notório, dispensa rememoração. A origem de parte das manifestações contrárias à construção do estádio, lá, parece ser a mesma que motivou um abaixo-assinado de um pequeno grupo contra a construção de uma estação do metrô, aqui: preconceito contra a tal “gente diferenciada”.

Assim deduzo por não encontrar qualquer outra explicação lógica.

Evidentemente, não me refiro às manifestações motivadas por paixão/ódio clubístico. Essas só têm espaço nas discussões de boteco e não em discursos que se pretendem sérios.

Refiro-me àqueles que se posicionam contrariamente adotando uma posição de guardiões do dinheiro público. Essa é a máscara a esconder a verdadeira motivação e a tentar emprestar um caráter respeitável à indignação.

Na imensa maioria dos casos, porém, não sabem nem do que se fala. Em pouquíssimos, mesmo sabendo-se, o preconceito parece falar mais alto.

Segundo o planejamento, a receita para a construção do estádio vem de duas fontes: financiamento do BNDES e incentivos fiscais.

Pois bem. Financiamento é como um empréstimo. Ou seja, o Corinthians terá que pagar cada centavo desse dinheiro emprestado, e com juros. E essa não é uma possibilidade concedida exclusivamente ao Corinthians, mas também, e não apenas, aos 12 estádios que sediarão partidas da Copa do Mundo. Aos interessados: basta entrar no site do BNDES para ver se atendem aos requisitos, que são públicos. A coisa é tão óbvia que, quanto a esse ponto, a gritaria tem sido pequena, restrita apenas aos totalmente ignorantes.

O ponto que tem gerado maior barulho dos zeladores do dinheiro público é o do incentivo fiscal.

Incentivo fiscal, genericamente falando, é mais um corolário da própria garantia da igualdade, assegurada pela Constituição Federal. É mais um instrumento voltado à distribuição de renda e atenuação das desigualdades.

No modo de produção capitalista, os ideais de igualdade e distribuição de renda passam, obrigatoriamente, pelo desenvolvimento econômico. Cabe ao Estado, consoante orientação Constitucional, agir de forma proativa, fomentando o desenvolvimento em áreas carentes. Nesse contexto se insere o incentivo fiscal, seduzindo particulares a investirem em lugares, até então, pouco atrativos.

É fácil deduzir que não há aporte de dinheiro público. Há o aporte de dinheiro particular, com benefícios fiscais. E uma grande parte dos detratores do projeto não alcança sequer essa obviedade.

Os zeladores um pouquinho mais preparados argumentam que isso seria um sofisma. Não haveria aporte de dinheiro público, mas haveria redução de receita. Ou seja, dinheiro público não sairia, mas deixaria de entrar o que, nessa visão míope, seria a mesma coisa.

Mas não é. Esse raciocínio, sim, e que é um sofisma. Ignora uma questão evidente: o que deixa de entrar, na verdade, não entraria mesmo. Sem o incentivo fiscal, o particular simplesmente deixaria de investir no local, desinteressante economicamente que seria.

Esse é o ponto: o incentivo visa, essencialmente, desenvolver Itaquera, bairro que, é fácil constatar, não é daqueles tratados, historicamente, com mais carinho pelo Poder Público.

O Corinthians beneficia-se com esse incentivo? Sim, claro. Nada mais justo, aliás, já que, não fosse o estádio, a região continuaria pouco atrativa aos olhos de novos investidores, mesmo com incentivos fiscais. É a soma “estádio + incentivo” que levará dinheiro novo e o conseqüente desenvolvimento à região. E quem se beneficiará, em última instância, é o morador de Itaquera, seja ele corinthiano ou não.

Ora, não é legítimo que os habitantes de Itaquera tenham direito a uma moderna praça de esportes e lazer? O lazer é um direito social reconhecido desde a Declaração Universal dos Direitos dos Homens de 1948 (artigo XXIV). E, hoje, tem expressa previsão Constitucional (Art. 6º). Deve ele ficar restrito aos bairros mais nobres?

Não se pode ignorar, também, os reflexos indiretos da construção do estádio e do aumento de investidores no local. Surgirão incontáveis novos empregos e, reflexamente, novos impostos serão arrecadados. Há minucioso estudo elaborado por respeitadíssima consultoria internacional apontando que acabará se arrecadando muito mais do que se deixará de arrecadar com o incentivo.

Isso sem falar na melhoria de transito na cidade como um todo, em função dos locais que permanecerão no bairro.

E isso sem falar no legado da visibilidade internacional, com claros reflexos no turismo e negócios em geral, que São Paulo ganhará por hospedar a abertura da Copa do Mundo.

Os guardas do dinheiro público, provavelmente até inconscientemente, não se preocupam com Itaquera. Preferiam que esse dinheiro entrasse no cofre central – não entendem que não entraria – para ser aproveitado em outros bairros, mais próximos. O “pessoal diferenciado” não merece esse luxo, devem pensar.

Não atinam que o aumento significativo no número de empregos na região segurará grande parcela dos “diferenciados” em Itaquera, mesmo. Ou seja, bem longe, como parecem querer.

Quem sabe, assim, aquele pequeno grupo não concorde com o metrô em Higienópolis?



Comentários

Nação, extraí este brilhante texto lá do blog do Silvinho:

Caraca, é disso que a gente tá falando, há tempos. Finalmente um início de reação.

Precisava demorar tanto para alguém lá dentro do Parque reagir?

Brilhante a exposição do Dr. Alvarenga. Na linha do que temos pedido insistentemente a tempos.

Mas não pode parar por aí. Teria que ter a manifestação permanente, nesse nível, e não só do nosso jurídico, mas de outros especialistas do mercado, tanto na área do direito, como principalmente na área comercial e econômica.

E principalmente, num segundo estágio, atacar de forma mais direta os defensores do estádio da elite. Foi perfeito a exposição do preconceito no texto, e tem que ser sempre assim, realmente contrapondo os lados.

Poxa, que alívio e que alegria. Esse texto deu um ânimo que já estava praticamente esgotado.

A ressalva é que não vi esse texto lá no site oficial. Tem que estar lá, como uma espécie de editorial, e ser renovado toda semana, sempre combatendo a mídia bambi.

Além disso, tem que ser enviado para os órgãos de imprensa, como direito de resposta, inclusive obrigando a rede do bispo a divulgá-lo em rede nacional, com o mesmo estrondo que tem se ocupado em nos detratar.

Até animou a sexta-feira.