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quarta-feira, 9 de julho de 2014

O que começa errado...


Nação,

Sobre o vexame da nossa Seleção ontem, vamos voltar ao início:

Últimos jogos do Mano pela Seleção:

15/8/2012 Brasil 3 x 0 Suécia
7/9/2012  Brasil 1x0 África do Sul
11/9/2012 Brasil 8x0 China
20/9/2012 Superclássico das Américas Brasil 2x1 Argentina
11/10/2012 Brasil 6x0 Iraque
16/10/2012 Brasil 4x0 Japão
22/10/2012 Superclássico das Américas Brasil 1x2 Argentina (Brasil campeão nos penaltys)
15/11/2012     Brasil 1 x 1 Colômbia

Ou seja, 6 vitórias, um empate, e uma derrota para a Argentina, mas que vencemos o título, o tal superclássico. E assim mesmo ele foi demitido, para entregar o cargo a um técnico decadente e que havia acabado de rebaixar um dos grandes clubes brasileiros, nossos rivais porquinhos. 

Uma coisa assim não pode dar certo.

Mano bateu cabeça na seleção, mas justamente quando ele estava no caminho, achando o time, o tiraram. Felipão entrou, se aproveitou da base, mas para fazer graça, mudou coisas essenciais que estavam dando certo, como por exemplo a presença de um meia e líder, que foi o Kaká, nunca mais chamado pelo treineiro de família. Outra invenção foi o Júlio César, por compaixão, quando na época tínhamos excelentes goleiros em ótima forma, como Jefferson, Vítor, Diego Cavalieri, Fabio e até o nosso Cássio. Apostou numa seleção sem armadores, sem líderes, confiando só no Neymar... só podia dar errado.

Mas o pior mesmo foi ficar refém do grupo campeão da Copa das Confederações. Fred não jogou mais nada desde aquela época, inclusive passando a maior parte no departamento médico. Jô também despencou, e mesmo assim se tornaram intocáveis. 

Mano tinha uma filosofia e uma visão. Ele sabia que precisava de um grupo com alternativas, por isso, mesmo não rendendo o esperado, não desistia de jogadores como o Pato, o Lucas bambi, o Jadson... ele sabia que precisava ter mais talentos a disposição caso o Neymar não rendesse.. já o Felipão sepultou esses caras de vez e apostou tudo na sua única estrela. Taí o resultado...

Enfim, o vexame é que não estava na conta, mas o fim já era esperado pelo que foi plantado. Seleção capenga, dependente de um único jogador, sem líderes, sem jogadores experientes, sem armadores, sem conjunto, sem nada. E principalmente sem técnico. 

Tudo fruto de uma administração incompetente, corrupta e formada por bandidos que só pensam nos interesses próprios, nas figuras do nefasto Del Nero e no podre e bambi Marin. 

Tiveram a chance de colocar o maior presidente de clubes da história desse país, nosso Sanchez, mas não quiseram, preferiram continuar com a sujeirada, então agora aguentem, mais anos ou décadas de decadência do ex-melhor futebol do mundo.

Triste demais, mas como ninguém se importa em mudar, não adianta chorar, porque é daí para pior.

E só para registrar especificamente sobre o vexame de ontem, entrar com o franguinho Bernard e manter Fred e Oscar, ao invés de colocar o habilidoso e raçudo Willian e o líder e clássico Paulinho, foi a gota d'água de um técnico que não sabe absolutamente nada do ofício que desempenha. 

Que volte nosso Corinthians que é o que de fato nos importa, e que a seleção, com essa gente, que se foda, infelizmente.

Valeu!

BRASIL 1 X 7 ALEMANHA
Local: estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 8 de julho de 2014, terça-feira
Horário: 17h (de Brasília)
Árbitro: Marco Rodríguez (MEX)
Assistentes: Marvin Torrentera (MEX) e Marcos Quintero (MEX)
Cartão amarelo: Dante (Brasil)
Gols:
BRASIL: Oscar, aos 44 minutos do segundo tempo
ALEMANHA: Muller, aos dez, Klose, aos 22, Kroos, aos 23 e aos 25,

 e Khedira, aos 28 minutos do primeiro tempo; Schurrle, aos 23 e aos
 33 minutos do segundo tempo
BRASIL: Júlio César; Maicon, David Luiz, Dante e Marcelo; Luiz Gustavo 
e Fernandinho (Paulinho); Bernard, Oscar e Hulk (Ramires); Fred (Willian)
Técnico: Luiz Felipe Scolari
ALEMANHA: Neuer; Lahm, Boateng, Hummels (Mertesacker) e Howedes;
 Schweinsteiger e Khedira (Draxler); Muller, Kroos e Ozil; Klose (Schurrle)
Técnico: Joachim Low


domingo, 5 de dezembro de 2010

Nós fizemos a nossa parte. E o time???

Nação,

Estávamos lá, em Goiânia, quase 30 mil loucos. Outros 30 milhões espalhados pelo Brasil torcendo e levando toda sua energia. E ao longo do campeonato sempre da mesma maneira, com média de 35 mil pessoas no Pacaembu em todos os jogos.

O recordista de público e de arrecadação. O amor incondicional de sempre. Mas e a contra-partida? O que ganhamos? Merecíamos ao menos ver um time guerreiro em campo hoje, um time disputando um título nacional, e não o solteiro x casados de final de ano.

Não adianta culpar ninguém. Fomos perseguidos o campeonato inteiro, mas bastava fazer nossa parte em campo para conquistar o título mais fácil da história. Mas esse time parece não gostar de conquistas. 

Entraram em campo como se fosse apenas mais um jogo da temporada. Acreditavam que do outro lado estava o porquinho da Barra Funda, e que nós fossemos o flu-flu, e que a entregada de jogo iria acontecer naturalmente. Não correram, não batalharam, não deram sangue, não entraram para disputar o jogo da vida.

Apenas entraram para jogar, cumprir o "papel profissional" e só. 

Nos submeteram a uma das maiores vergonhas da nossa história. Deixaram escapar o título, e nem a dignidade de terminar em segundo lugar, classificados para a Libertadores, eles tiveram. 

Vamos para a pré-libertadores, e com chances de iniciar a próxima temporada como está terminando essa: dando vexame.

Sou Corinthians, e isso é o maior orgulho da minha vida. Por isso jamais sentirei vergonha de torcer por esse time. Mas da postura e dos jogadores em campo hoje em me sinto profundamente envergonhado e emputecido.

Merecemos mais respeito, principalmente da nossa própria casa.

Que sirva de lição e que muita coisa mude para o próximo ano. Já deu prá muita gente, começando pelo técnico, que é de "terceira categoria" e por isso só poderia terminar nesse lugar.

Aqui é Corinthians porra, não se atrevam a esquecer disso novamente.

Sem valeu!
GOIÁS 1 X 1 CORINTHIANS
Fábio; Wendel Santos, Mateus, Valmir Lucas e Jadilson; Lenon, Jonílson, Camacho e Felipe Amorim (Assuério); Everton Santos e Wendel Lira (Rithely).Julio Cesar, Alessandro, Chicão (Leandro Castán), William e Roberto Carlos; Ralf (Jorge Henrique), Elias, Jucilei e Bruno César (Danilo); Dentinho e Ronaldo.
Técnico: Artur Neto.Técnico: Tite.
Gols: Felipe Amorim, aos 19, Dentinho, aos 28 minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Matheus, Rithely (GOI). 
Público: 28.917 pagantes. Renda: R$755.200,00.
Local: Serra Dourada, em Goiânia (GO). Data: 05/12/2010. Árbitro:Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS). Auxiliares: Marcelo Bertanha Bariton (RS) e Julio Cesar Rodrigues Santos (RS).

domingo, 4 de outubro de 2009

Quer dizer que agora nós viramos palhaços, né Mano???!!!


Nação,

Como se manter calmo e sereno diante da atitude do time que amamos em simplesmente nos desrespeitar, em nos tratar como palhaços?

Como continuar apoiando uma equipe que entra em campo sem o menor compromisso de envergar o manto sagrado, paixão maior de milhões e milhões de fiéis?

Como aceitar que dirigentes, técnico e jogadores decidam, de acordo com as suas vontades, qual o melhor caminho a se tomar num campeonato?

Já estamos classificados para a Libertadores? Sim, estamos, e isso é ótimo. Mas nossa grandeza se resume a isso?

O time coloca isso como objetivo, e quando alcança, simplesmente decide que não tem mais o que fazer durante o ano?

E nós, por acaso tiramos férias de sermos torcedores?

Não. Somos torcedores sempre. Acompanhamos o Corinthians sempre, na vitória e na derrota, no campeonato paulista, brasileiro, copa do brasil, libertadores, mundial ou num torneio de cuspe a distância.

Sempre somos Corinthians.

E é assim que quem veste o manto tem que pensar. É assim que tem que ser tocado qualquer planejamento.

Não podemos colocar mais de 60 mil pessoas em dois jogos em casa e perder os dois, porque os jogadores "já cumpriram o papel" classificando o time para a Libertadores.

Ronaldo tem nos orgulhado, mas também tem nos ofendido. Quando ele diz que já atingimos o objetivo e os outros que tem que correr atrás, não está apenas provocando os nossos rivais. Está nos provocando.

O objetivo do Corinthians é constante. Sempre que entrar em campo o compromisso é jogar com garra, vontade, sangue nos olhos, representando a mais fanática das torcidas.

Vencer sempre de preferência. Se não der, lutar sempre, obrigatoriamente.

O que não pode é o time entrar desmotivado, sem vontade.

O que não pode é o Mano insistir em errar taticamente.

E a diretoria? O time para o ano que vem começa agora. Aliás, já tínhamos o time, mas por um plano de "buziness", desmanchamos a preço de banana e agora não conseguimos mais jogadores nem sombra dos que saíram.

Precisamos de um lateral esquerdo urgente. Demos o André Santos, titular da seleção, e agora tomamos gols toda hora por aquele lado.

Nosso meio campo era o melhor do país. Mas demos o Cristian, guerreiro, ídolo da fiel, e praticamente mandamos o Douglas embora, grande maestro.

Tudo isso por uns trocados para o clube, e uns milhões para o bolso de empresários e dirigentes.

Tudo bem, já foi. Nunca vai ser esquecido, mas já foi. O que importa é remontar. Mas quando? E por quanto?

Os jogadores que tem chegado estão vindo meio por acaso, e não por planejamento. Edu estava sem clube e resolveu ficar no Brasil. Ok, uma boa para nós, mas por enquanto tem sido um bom paciente do Ceproo.

Edno só veio porque foi expulso da Portuguesa.

E Marcelo Mattos, esse eu não entendi. E não aceitei. Diferente da maior parte da fiel, nunca considerei ele grande jogador. Apenas razoável. E além do mais, ele fazia parte daquele elenco mercenário da época da MSI, que ganhou um campeonato a duras penas, e por isso até hoje temos que ouvir besteiras.

Jogadores descompromissados e metidos a estrelinhas, como Roger e Carlos Alberto, além da pior geração do Terrão, representado por Betão, Coelho, Rosinei, Bobo, Marcelo e outras bombas.

Só o Carlitos se salvava.

Marcelo Mattos me faz lembrar isso e parece que sua presença tem zicado ainda mais o time. Simplesmente não ganhamos mais depois que ele chegou.

Bom, teorias a parte, o que precisa é o time tomar vergonha na cara e lembrar que somos o Corinthians.

Não podemos receber timinhos em casa e perder, fazendo o nome de jogadores medíocres como Fernandão, Paulo Baier e Iarley.

As férias ainda não chegaram. E um ano tranquilo pode terminar em pesadelo.

Por isso espero que o senhor Mano coloque o discurso na prática, e treine esse time direito, com cobrança e responsabilidade, para que já no próximo jogo eles demonstrem que tem algum respeito pela Fiel.

Outro vexame, e aí a paz será só uma vaga lembrança do início da temporada.
Não somos palhaços.

Valeu!