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sábado, 5 de dezembro de 2009

As maravilhas do modelo europeu. Vira-latas não sabem o que dizer!!!



Nação,

Há uns tempos atrás editei um post dizendo da eterna síndrome de vira-latas do brasileiro.

Uma síndrome tão forte que mesmo naquilo em que não temos motivo nenhum para nos sentirmos inferiores, muito pelo contrário, os vira-latas convictos não se conformam e precisam dizer amem para a turma do primeiro mundo.

Maior exemplo é no futebol. Sempre fomos, e somos, a maior potência futebolística do planeta. Admirados e temidos por todos. Nossa seleção é a mais amada do mundo. Nossos jogadores são os mais cobiçados e nosso campeonato o mais equilibrado.

Mais equilibrado porque possue clubes gigantes, equivalentes no tamanho e na paixão de seus torcedores. Ficamos atrás dos europeus quando a unidade de medida se volta para o poderio econômico. Mas em termos de tradição e glórias somos muito maiores.

Só aqui um campeonato pode ter qualquer um dos seus participantes como campeão. Ou pelo menos metade deles estão de fato credenciados ao título.

Na europa, 2 ou 3 times por país, e olhe lá.

Tínhamos a ensinar para eles. Poderíamos exportar nosso modelo.

Mas não. Vira-lata que se preza não se sente superior nunca. Então, os gênios de plantão resolveram adotar o modelo europeu, o famoso campeonato por pontos corridos.

E para mostrar que estamos dispostos a seguir direitinho a lição que eles nos passaram, o nosso rebaixamento arrasta quatro equipes, e não duas, como é o padrão.

Com isso, em pouco tempo reduziremos o número de equipes grandes e tradicionais, trazendo para um número mais adequado conforme os padrões do primeiro mundo. Prá que 12, 13 clubes grandes e com chances de títulos? Não, o ideal é no máximo 3.

Os gênios não admitem que esse é o objetivo. Dizem que adotaram o modelo por que é mais justo.

Estamos vendo a maravilha de justiça. Temos 4 candidatos ao título, mas as atenções estão todas para um clube que não tem mais nada a fazer na competição.

O Grêmio vai decidir o campeonato. E olha que interessante: para que o discurso de justiça prevaleça, a equipe gaúcha está obrigada a ganhar o jogo. Um jogo que não vale nada. E todo esse esforço para ajudar o maior rival.

Só na república dos vira-latas mesmo para acontecer esse cenário.

Se fosse no modelo tradicional, com semi-finais e finais, só estariam agora lutando aqueles que buscam o mesmo objetivo.

No tempo do mata-mata, alguém ficava apelando para a "ética" e "espírito profissional" de outro time para que o seu fosse campeão?

Pois é.

E para completar, o nosso Corinthians, que se arrasta nesse tormento de campeonato, enfrenta amanhã o Atlético MG, num jogo que não vale absolutamente nada, para nenhuma das equipes. Poderia até ser cancelado.

Todos tem o direito de defender seu ponto de vista. Mas se agarrar a algo que visilmente é ruim, e além do mais, condenar e tratar como idiotas os que pensam diferente, aí é questão de prepotência. Ou loucura.

Bom, o campeão será o Flamengo, não tem como não ser.

E por ironia, isso pode tanto representar uma sobre-vida para esse sistema horroroso, como decretar seu fim de vez.

Porque o título do queridinho da Globo vai acalmar um pouco os ânimos da emissora e da mídia carioca.

Por outro lado, o time será campeão porque jogou nas duas últimas rodadas com equipes que não tinham nada a fazer no campeonato, e de quebra ainda poderiam ajudar seus rivais em caso de vitória.

Esse dilema vai ocupar os debates após o fim do campeonato, quando o normal seria apenas aclamar o campeão.

Contentes vira-latas?

Valeu!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Matemático ou chutemático????


Nação,

Que as chances do nosso Corinthians conquistar a triplice coroa diminuíram sensivelmente após o vexame contra o Goiás ninguém discute.

No entanto, fico abismado com as projeções matemáticas feitas pelos "especialistas" da crônica esportiva, baseados em estudos de "matemáticos", principalmente o tal do Tristão Garcia.

Prá começar, se o cara fosse bom não seria Tristão, e sim Alegrão.

A fundamentação técnica da matemática dele é tão consistente quanto os fundamentos da famosa Mãe Dinah, que não acerta nem "previsão de fatos passados".

O gênio diz que as chances do Corinthians, matematicamente, são menores que 1%, porque para ser campeão deve-se chegar a uma pontuação de 76 pontos, o que obrigaria o Todo Poderoso a ganhar todas as suas partidas restantes.

Essa pontuação é baseada nos anos anteriores, quando os campeões atingiram essa marca.

O que tem de cálculo matemático nisso??

É a mesma coisa que os economistas preverem um crescimento do PIB do Brasil baseado nos anos anteriores. Tipo assim: o Brasil vai crescer 3% esse ano porque foi o crescimento do ano anterior, ou de países emergentes, tipo China, Índia, etc.

Mais chulo do que isso impossível.

Da mesma forma que uma análise econômica basea-se em fundamentos do mercado daquele país em análise, tipo volume das exportações e importações, taxa de juros, oscilação das moedas internacionais, etc, no mundo da bola também tem que ser levado em consideração as características de cada campeonato.

Porque se o número a ser atingido é de 76 pontos, e para isso o Corinthians tem que atingir a façanha de 100% de aproveitamento, os principais candidatos ao título, hoje Palmeiras, Inter e São Paulo também teriam que ter desempenho fantástico, conquistando cerca de 75% a 82% dos pontos a serem disputados.

Até o momento, o aproveitamento deles está entre 58% e 62%. A probabilidade de passarem para mais de 80% é bem pequena, concordam?

Probabilidade, palavra muito usada na matemática.

Matemática de verdade, e não a usada por esses feiticeiros dos números.

Bom, vamos então procurar fazer uma projeção matemática de verdade, de um não matemático, mas que graças a Deus nasceu com cérebro, talvez não muito brilhante, mas que pelo menos funciona.

Considerando que os 3 primeiros colocados citados mantenham o nível de aproveitamento conseguido até agora, a pontuação a ser atingida seria entre 66 e 71 pontos.

Para atingir essa mesma pontuação, o Corinthians que hoje tem 55% de aproveitamento, teria que subir razoavelmente essa média, e conquistar entre 77% e 87% dos pontos a serem disputados.

Tarefa difícil, concordo, principalmente após a vitória do Palmeiras sobre o Cruzeiro. Mas não impossível, como seria o "chutado" 100%.

Mas quem garante que o Palmeiras vai manter o nível de aproveitamento? Teremos vários confrontos diretos entre os pretendentes ao título, e isso sim poderá ser decisivo.

No campeonato do ano passado, nesta mesma rodada - 25ª - o líder era o Grêmio, com 63% de aproveitamento. Manteve esse nível, e terminou com 72 pontos.

Seria tranquilamente o campeão, mas o São Paulo, que na 25ª rodada tinha 56% de aproveitamento, conseguiu uma surpreendente arrancada, conquistando 85% dos pontos restantes, conquistando o título com 75 pontos.

Mas quem tem um pouquinho de memória e não é bambi nem da imprensa pobre lembra muito bem como foi essa arrancada: gols em impedimentos, penaltys inexistentes, expulsão de jogadores do adversário, etc. Com esse tipo de "energético" fica fácil arrancar.

Dentro da normalidade, pode ser que o aproveitamento geral suba um pouco, como também pode ser que caia, pois vários fatores ocorrerão a partir de agora de forma mais decisiva, como o grau de dificuldade das partidas em função da fase decisiva do campeonato, os confrontos diretos, enfim, variáveis que não temos como definir, mas sabemos que são importantes e que influenciarão essa reta final.

O que estou querendo dizer é que esse campeonato está muito mais disputado, basta ver a distância entre os times, mesmo os lá da frente e os da rabeira.

As chances do Corinthians ser campeão são pequenas, mas muito mais pelo nível de dificuldade do campeonato, além de até agora o Timão não ter mostrado que tem time e concentração suficiente para conquistar o título.

Mas que fique claro que matematicamente nossas chances são melhores do que pregam os "chutemáticos" da mídia esportiva.

Só depende do time. Se provarem para a fiel que estão com vontade, o resto a gente faz.

Afinal, conseguir o impossível é nosso segundo nome.

Valeu!