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quarta-feira, 4 de julho de 2012

É hoje. É nosso!

Nação,

Chegou o grande dia.

Em algumas horas estaremos disputando o título que nos falta. Uma conquista que perseguimos há anos, que nos trará uma alegria imensurável, mas que em nada mudará nosso sentimento pelo Corinthians, que independe de títulos.

Para os antis sim, ficará um vazio, pois a cada dia mais fica comprovado que eles não tem time, não tem sentimento algum pelas suas bandeiras, e suas vidinhas apenas se justificam pelo sentimento de inveja que nutrem pelo time do povo. Que se explodam.

Vamos deixá-los para lá, até porque esse sentimento pequeno não nos atinge. Não é páreo para o amor incondicional e indestrutível dos mais de 30 milhões de loucos, e essa energia positiva conduzirá nossos heróis em campo a fazerem história e a alegria da sua nação apaixonada.

Como já disse antes, o nosso grande problema sempre foi chegar na decisão dessa competição. Agora que chegamos, decidir é nossa especialidade desde 1910. Vamos com respeito ao adversário, mas sem temê-lo, porque aqui é Corinthians.

Nosso time está preparado e talhado para essa conquista. Basta eles mostrarem em campo, atuando com disposição, atenção e sangue nos olhos o tempo todo. Nossa torcida também está preparada, e mostrará isso nas arquibancadas e espalhadas pelo Brasil e pelo mundo afora.

Faço uma ressalva apenas que dentre o sentimento de confiança e otimismo, fica a frustração por não poder estar presente no Pacaembu. Evidente que um estádio nunca terá condições de acolher todos os torcedores, mas ter a chance de ser um dos privilegiados é um direito de todos, e vimos nessa final que isso não foi respeitado. O programa Sócio Torcedor é algo positivo, mas não pode ser desvirtuado como está sendo. Programadas de fidelidade servem como garantia de prioridade, comodidade e benefícios, MAS JAMAIS DE EXCLUSIVIDADE. E ainda vimos o acréscimo de outros ingredientes detestáveis, o de SANACAGEM e EXPLORAÇÃO da nossa paixão, com ingressos sendo vendidos por CAMBISTAS VIRTUAIS por valores exorbitantes e irreais.

Que a diretoria reveja urgentemente seus novos conceitos, porque o CORINTHIANS É O TME DO POVO, e jamais o BUSINESS deve se sobrepor a isso. Que mantenha o Sócio Torcedor, mas que toda a nação de 30 milhões de loucos tenha o direito de acompanhar o time. Todo e qualquer jogo obrigatoriamente tem que ser disponibilizados ingressos para venda nas bilheterias, garantindo o direito de acesso a todos, direito sagrado previsto na CONSTITUIÇÃO e principalmente no CORINTHIANISMO.

Isso não vai abalar a nossa fé e nossa corrente positiva em torno do nosso time. Mas fica o registro.

Agora é controlar a ansiedade e aguardar o tão sonhado momento.

Chegou nossa hora nação. Seremos campeões.

Valeu!

Corinthians x Boca Juniors
Pacaembu-SP, 04/07/2012 - 22:00hs

Corinthians: Cássio, Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Ralf, Paulinho, Danilo e Alex; Jorge Henrique e Emerson. Técnico: Tite

Boca Juniors: Orion, Sosa, Schiavi, Caruzzo e Clemente Rodríguez; Somoza, Ledesma e Erviti; Riquelme; Mouche e Silva. Técnico: Julio César Falcioni

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Corinthians x Boca Jrs. A maior final da história da Libertadores!

Nação,

Sem condições de escrever após o jogo que nos colocou na final. Adrenalina lá em cima, emoção total, alegria incontrolável... só queria saber de zoar e curtir o momento maravilhoso que os deuses do futebol nos proporcionaram.

E os deuses continuaram a agir, e depois de mais de 50 anos, finalmente realiza a maior final da história da Libertadores, colocando frente a frente as duas maiores paixões do continente, talvez do Mundo.

Corinthians x Boca, a final que a Libertadores clamava!

Final que era para ter acontecido há 12 anos atrás, quando o melhor time do mundo caiu diante de um medíocre rival que contava com a inusitada ajuda de um goleiro que por aquele dia se transformou em santo. Mas tudo tem sua hora, e se não aconteceu naquela época é porque o destino reservava o melhor para agora.

E depois de tanto anos ouvindo bobagens, aguentando recalque de sem time, chegar a uma final histórica, desbancando comédias metidinhos a estrela, e contra o maior vencedor da América, fico até feliz por não ter acontecido naquela época.

Porque agora será muito mais gostoso. Será inesquecível. O time do povo vai atingir a consagração total, e pela vontade dos deuses do futebol, que acredito estarem a nosso lado, conquistaremos o título de forma invicta, e nunca mais o Mundo esquecerá nosso feito.

O jogo contra o peixinho foi emocionante, pela importância, mas sinceramente, em nenhum momento temi pelo pior, porque tinha certeza que nosso time era melhor, apesar da mídia vendida tentar vender o contrário.

Jogamos de forma segura, um pouco mais recuado do que o normal, mas também por conta deles, que não vinham para cima, apenas ensaiavam uma pressão na intermediária, sem ameaçar de fato. Então, como não precisavamos da vitória e eles não tentavam, o jogo ficava naquele banho maria, perigoso, mas favorável ao time que tinha a vantagem.

Mas Corinthians sem emoção não é Corinthians. Na única oportunidade que o moleque dançarino conseguiu um espaço, criado depois de uma falta absurda que rachou a testa do nosso guerreiro Ralf e ignorada pelo bandeirinha que marcava até pensamento, a bola bate na trave e sobra para o cabelinho de calopsita empurrar livre e curtir ali seu único momento de alegria.

Deu um gelo, lógico.Já passei muitas coisas pelo Corinthians, alegrias e tristezas, e estava preparado para tudo. Mas olhei pro lado e vi meu moleque, olhos fixos e desesperados, e pensei: não, hoje não. Olhei para os céus e senti que os deuses não permitiriam novamente um desfecho trágico para o time do povo. Só que o time também precisaria se ajudar, algo tinha que ser feito.

E foi. Tite finalmente estava na mesma sintonia da Fiel, e como numa comunicação telepática tirou o inoperante reserva Willian e colocou o eterno Levezinho da Fiel, titular mesmo com um joelho só, e com isso mexeu com o time inteiro, mexeu com a alma da equipe.

O time se agigantou e aí meu coração se acalmou. O gol era questão de tempo. E veio rápido. Liedson sofreu falta, Alex, finalmente um monstro, cobrou na medida encontrando o maestro Danilo, gelado, consciente, corinthainíssimo até o último fio de cabelo, que tocou com categoria e selou um dos capítulos mais bonitos da nossa história.

Depois foi só esperar o fim e liberar a emoção que sufocava nosso peito. Lindo ver a fiel se negando a deixar o Pacaembu, gesto repetido pelos 40 milhões de loucos espalhados pelo país e pelo mundo, querendo que aquele momento fosse eterno. Só fui dormir mais de duas horas depois do fim do jogo.

Agora vamos completar a história, partindo para a conquista contra um gigante, e de forma invicta. Nosso problema era chegar a final. Agora que chegamos, decisão é nossa especialidade desde 1910, então é pouco prá nós!

Essa final de Libertadores nunca será esquecida, e nem os heróis que a disputarão.

Para desespero dos antis.

Aqui é Corinthians, e isso é bom prá c...

Valeu!