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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Ticket médio do "Time do Povo"!!

Nação,

Felizes com a vitória no clássico, lógico, mas não podemos fechar os olhos para as coisas erradas que vem acontecendo no nosso Corinthians.

E a principal delas envolve a administração da nossa arena. Mais especificamente a política de ingressos, extremamente abusiva, e que vem criando um apartheid dentro de nossa torcida, um processo de elitização que caberia em qualquer clube, menos naquele que nasceu do povo para o povo.

Peguei três jogos deste final de semana para comparar o ticket médio, e lógico, o nosso é disparado o maior:

Corinthians x Santos 
Público: 31.089  -  Renda: R$ 1.886.861,00 - Ticket médio: R$ 60,69

Grêmio x Inter
Público: 46.437  -  Renda: R$ 1.829.334,16  - Ticket médio: R$ 39,39

Palmeiras x Atlético MG
Público: 24.368  -  Renda: R$ 602.520,00 - Ticket médio: R$ 24,72

O valor médio dos ingressos cobrados pelo Corinthians junto a sua fiel torcida é 54% maior que dos gaúchos, e 145%, ou seja, quase três vezes maior que do nosso rival porquinhos.

Esse que é o time do povo?

Pagar a arena sim, elitizar e descaracterizar a torcida não!

Ainda tem o fato de não ter gratuidades nem para crianças e nem para idosos. Falta de respeito e de preocupação com o futuro da torcida.

Com um ticket médio de R$ 45,00, que já seria o maior do país, teríamos casa cheia e renda superior a R$ 2 milhões. Custa flexibilizar um pouco???

O que vem acontecendo além de abuso é burrice.

E isso precisa parar.

Acorda fiel!

Valeu!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Corinthians não sai do zero com o Tolima. Um prêmio ao planejamento para "não" ganhar Libertadores!!

Nação,

Nosso presidente Andrés Sanchez vive repetindo que para o Corinthians ganhar uma Libertadores terá que disputar várias em sequência.

Um discurso vazio, e bem conveniente para fugir da responsabilidade. Para ganhar Libertadores, precisa de time, de planejamento, e principalmente querer. É só isso.

Não é o que acontece toda vez que vamos para a bendita. Se temos um bom time no ano anterior, ele é desmontado, como em 2009. Ou então mantém o bom time, mas não temos técnico, como em 2000 e 2006. Ou ambas as coisas, como agora.

Temos um time razoável, competitivo pela experiência e tempo que jogam juntos. Alguns bons valores, mas sem grande brilho em função do passar do tempo. Ou seja, um time que dá para o gasto, desde que jogue a mil por hora, e que tudo funcione perfeitamente. Mas isso é praticamente impossível de acontecer todos os jogos.

Ontem infelizmente aconteceu o normal. O time razoável, jogou com vontade, mas não consegue ir além das suas possibilidades. Encontrou do outro lado uma equipe bem montada e disposta a dificultar, e aí faltou qualidade e ousadia para mudar o panorama. Qualidade pela ausência de jogadores de alto nível em posições chaves, como meio campo e ataque, e ousadia pela falta de um técnico, já que o Tite sempre mostrou que está num patamar abaixo do exigido para dirigir o maior clube do país.

Aí vem o Sanchez com esse papo furado. Porque ele não explica o business tabajara que destruiu o melhor time do país de 2009? Ou explique-se sobre os milhões gastos na tentativa de remontar, com jogadores velhos e morosos? Continue explicando esse ano, mantendo vários desses jogadores e não trazendo ninguém de nível, de qualidade para transformar o time num candidato a conquista? Isso que ele tem que explicar, e não ficar dando uma de filósofo de padaria.

Ronaldo pesando uma tonelada, com a mobilidade de um hipopótomo. Bruno César incorporou o espírito de menininho e tá cheio de medo em campo. Jucilei, depois da venda do Elias, tá igual ao próprio após a venda do Cristian. Apagado, acho que queria ele ser vendido. Danilo aquela água de batata de sempre. O resto fazendo sua parte, justiça com o Alessandro que correu barbaridade, mesma coisa o Jorge Henrique. Mas é pouco. Muito pouco.

Pra passar do Tolima vamos precisar de mais. Como os jogadores serão os mesmos, tem que entrar o técnico em ação. E aí está nossa maior fraqueza. Tite não tem perfil, trava o time, faz trocas óbvias, e tem pavor de soltar a equipe. O time não parte pra cima do adversário, o famoso abafa, que tem que existir no mínimo nos 15  minutos iniciais e nos 15 finais. Mas abafa de verdade, artilharia pesada, adversário acuado, e não o "abafa com moderação" do nosso técnico, que não acontece nada.

Realmente tá complicado. Acreditar sempre, mas como diz o ditado, de "onde menos se espera e que não vem nada mesmo".

Torcida dos tre$entinho$

Além de montar um grande time, o planejamento inclui também envolver maciçamente a torcida no projeto de conquista da Libertadores. Nós estamos envolvidos pela nossa paixão, mas a diretoria quer de nós apenas o dinheiro, quanto mais melhor.

Ingressos a preços exorbitantes, e o que vimos ontem foi um Pacaembu vazio, frio, com a maior parte da torcida formada por pessoas que não fazem parte de fato do "bando de loucos", que não é "maloqueiro e sofredor". São os que eu chamo de turma dos trezentinhos, que pagam as fortunas cobradas pelo Sanchez, e assistem ao jogo do Timão com a mesma empolgação de um velório. Cada hora que passava na TV ontem a galera das cadeiras eu tinha vontade de trocar de canal. 

Fala sério, isso não é Corinthians.

Desanima ver que temos boas idéias, mas logo se perde a mão. O sócio-torcedor é excelente, valorizando a torcida, aproximando-a mais do clube e dando melhores condições e comodidade para adquirir o ingresso. Mas só que está se desvirtuando, virando uma forma de segregação, e principalmente, objetivando apenas ganhar muito dinheiro. A renda ontem superou R$ 1,3 milhões, para apenas 26 mil pessoas. Cade a massa alvinegra? Corinthians é povo, nossa essência é essa, e é preciso cuidado para não perder isso. 

O time do povo não pode ser o principal agente do processo de elitização do futebol brasileiro. Acorda Sanchez.

Enfim, muita coisa precisa ser mudada, em campo e fora. Que o Tolima não apresse esse processo, é o que esperamos.

Valeu!

CORINTHIANS 0X0 DEPORTES TOLIMA
Julio Cesar; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Roberto Carlos (Marcelo Oliveira); Ralf, Jucilei e Bruno César (Edno); Jorge Henrique, Dentinho (Danilo) e Ronaldo.Antony Silva; Vallejo, Julian Hurtado, Arrechea e Noguera; Chara, Bolívar, John Hurtado, Castillo (Marrugo) e Murillo (Santoya); Medina (Giménez).
Técnico: Tite.Técnico: Hernán Torres.
Cartões amarelos: Jucilei (COR); Murillo, Arrechea, Antony Silva (TOL). 
Público: 26.536 pagantes. Renda: R$ 1.339.605,00.
Local: Pacaembu, em São Paulo (SP). Data: 26/01/2011. Árbitro:Enrique Osses (Chile). Auxiliares: Patricio Basualto e Sergio Román (ambos do Chile).

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Time do povo???



Corinthians tem a melhor arrecadação do Brasileiro
Bruno Thadeu e Rodrigo Farah
Do uol.com.br


OS QUE MAIS ARRECADAM
TIMES EM R$ (MÉDIA JOGO)
1º Corinthians 665 mil
2º Palmeiras 654 mil
3º Flamengo 650 mil
4º São Paulo 629 mil
5º Atlético-MG 581 mil

O Brasileiro tem mostrado que estádio lotado não significa muito aos clubes.

Time com maior público do torneio, o Atlético-MG conta com média de 40 mil pagantes por jogo, conforme levantamento da CBF. No entanto, a arrecadação da equipe mineira é bem inferior à do Corinthians.

Detalhe: a média de torcida corintiana no Nacional é de 20 mil, a metade do Atlético-MG. O Atlético-MG fatura cerca de R$ 581 mil por jogo. O Corinthians fatura R$ 665 mil, em média.

O Palmeiras apresenta uma curiosa relação custo x torcida. O time tem apenas o 9º desempenho em quantidade de torcedores no Brasileiro. Mas quando o assunto é dinheiro, a equipe alviverde supera diversos concorrentes, aparecendo como a segunda que mais lucra com venda de ingressos: R$ 654 mil, atrás apenas do Corinthians.

Explicações não faltam para explicar a liderança nas bilheterias mesmo sem adesão maciça dos torcedores.

Diretor de arrecadação do Corinthians, Lúcio Blanco, aponta três fatores para a boa campanha nas vendas de ingresso: fomento ao setor VIP do Pacaembu, adesão dos corintianos ao Fiel Torcedor, e a presença de Ronaldo.

O Corinthians possui um dos preços médios de ingresso mais caros entre os 20 clubes: R$ 33. A arrecadação é turbinada pela procura de torcedores para área VIP, vendida a R$ 180 por pessoa.

Para a Copa Libertadores de 2010, 21% dos ingressos VIPs para a primeira fase já foram comercializados.
"Ficou provado que o Corinthians não precisa ir ao Morumbi para faturar mais dinheiro. Precisa sim incentivar ações no Pacaembu. O torcedor investe quando tem conforto. O torcedor VIP, por exemplo, paga R$ 180 para dispor de estacionamento, translado, alimentação. Esse conforto atrai", diz Lúcio Blanco.

Mais de 50 mil corintianos já se associaram ao programa Fiel Torcedor, que consiste na facilitação e prioridade de compra de ingressos para jogos do time. A venda de ingressos é feita pela internet.

"O Fiel Torcedor estimula o corintiano a comprar o ingresso, importante para a receita do clube. Por outro lado, o torcedor terá descontos nos pagamentos e outros benefícios. O Ronaldo entra para fortalecer o projeto e atrair torcedores e investimentos", acrescenta o diretor.


Comentários


Muito interessante essa situação. Nos leva a várias reflexões, com aspectos positivos e alguns no mínimo preocupantes.

Ser o time que mais arrecada, mesmo levando em média metade do público dos campeões em presença de torcida, demonstra que não somos chamados de Fiéis a toa, pois a torcida comparece e paga um preço alto mesmo com o time fazendo um papel medíocre no campeonato.

E confirma que somos a maior torcida em todas as classes sociais.

Demonstra ainda que o programa Fiel Torcedor é um sucesso, e tem potencial para melhorar e se transformar de fato numa importante fonte de receita para o clube.

Isso é bom.

Mas tem o lado ruim, ou preocupante pelo menos.

Já de uns tempos, os mandatários do futebol, CBF e Federações, Ministério Público e Polícia Militar, além da própria Rede Globo, tem se manifestado favorável a elitização do nosso futebol.

Por ironia do destino, está cabendo justo ao "Time do Povo" liderar esse movimento.

Nas declarações do nosso diretor financeiro, fica claro o enfoque na "área vip", com ingressos caríssimos e serviço de primeira.

O nobre diretor diz, num misto de maravilhado e surpreso, que os vips pagam caro porque "gostam do conforto".

Como se os "não vips" não gostassem. Quer dizer que o povão pode ser maltratado, usar banheiro sujo, comer sanduichinho fuleiro, deixar o carro na rua na mão dos flanelinhas, e todo o pacote normalmente fornecido para os que não são membros da "corte".

Tratar o torcedor com respeito e dignidade é obrigação.

Mas o mais preocupante dessa "constatação" é que realmente a linha a ser seguida pelo Corinthians é: menos público, mais dinheiro.

Ou seja, queremos os vips e distância do povão.

Qual o reflexo disso a médio e longo prazo? Os gênios do business estão avaliando isso?

Somos a maior torcida do Brasil, em todas as classes sociais. Somos o time que mais arrasta público, disposto a pagar os mais caros ingressos.

Mas continuaremos a ser no futuro, se o nosso torcedor for sendo afastado gradativamente como vem se desenhando?

Soma-se a isso a proibição de se festejar nos estádios de Sampa. Logo, teremos um espetáculo tão caro e sem graça quanto uma ópera no Teatro Municipal.

Concluindo, o diretor diz que "está provado que não precisamos jogar no morumbi para arrecadar mais".

O fato de não jogamos no morumbi não quer dizer que não queremos ter um estádio grande. Não jogamos mais lá porque cansamos de encher os bolsos deles de dinheiro, de fortalece-los as nossas custas.

Mas queremos e temos torcida para a construção de um estádio para 70, 80 mil pessoas. E dispostas a pagar os ingressos mais caros que qualquer outra torcida.

Pelo menos hoje podemos afirmar isso. Com esse plano de elitização, no futuro, já não se pode ter tanta certeza.

Nunca pensei que odiaria tanto a palavra "business".

Valeu!