MPF-SP recomenda que Transpetro não autorize remoção de dutos no Itaquerão
Fonte: UOL Esporte - 15/06/2011
O Ministério Público Federal de São Paulo recomendou, em nota oficial, que a Transpetro não autorize a remoção dos dutos que passam por baixo do terreno do Itaquerão enquanto o Corinthians não se responsabilizar pela obra. O órgão oficial teme que a subsidiária da Petrobras acabe tendo de arcar com os custos do processo.
O Ministério Público Federal de São Paulo recomendou, em nota oficial, que a Transpetro não autorize a remoção dos dutos que passam por baixo do terreno do Itaquerão enquanto o Corinthians não se responsabilizar pela obra. O órgão oficial teme que a subsidiária da Petrobras acabe tendo de arcar com os custos do processo.
“Se a Transpetro assumir os custos relacionados com a remoção e reposicionamento dos dutos, vai estar configurado o dano ao patrimônio de empresa subsidiária integral de Sociedade Econômica Mista – no caso, da Petrobras -, caracterizando-se favorecimento ilícito a um empreendimento privado, com recursos públicos”, disse José Roberto Oliveira Pimenta, promotor da República responsável pela recomendação.
A Transpetro já tomou as providências necessárias para autorizar a remoção dos dutos. Em resposta ao UOL Esporte na última semana, informou que falta apenas o equacionamento da engenharia financeira para que a obra seja iniciada.
Comentários
Nação,
Na questão do estádio, que é a mais importante no momento, existe um movimento orquestrado e planejado para minar o projeto. Isso desde o início, pois o estádio da elite paulista era o morumbi.
Bom, isso é um fato inquestionável. A ação da promotoria pública paulista ontem, sobre os dutos da petrobrás, é a prova incontestável de que o movimento é de fato bem articulado e que tem por objetivo impedir a todo custo a construção do estádio no bairro de Itaquera.
Isso está claro, mas muito claro.
Ai que surge o mais grave: a incompetência da diretoria corinthiana em lidar com essa realidade. Isso é que de fato mais me preocupa.
Os ataques acontecem agora, e vão ocorrer de forma ininterrupta até 2014, caso de fato o estádio resista a esse forte movimento do contra e tenha sua construção iniciada.
Então, o que precisa é ter um plano de "reação" por parte do Corinthians.
Nós, humildes torcedores, fazemos isso o tempo inteiro. Reagimos. Nos blogs, nas redes sociais, no nosso convivio diário, no bate papo do boteco.... fazemos nossa parte que é o de não deixar mentiras plantadas pelo pelotão bambi se tornarem verdades.
Mas nossa ação apenas não é suficiente. Nem perto disso. Porque lógico que nossa posição é motivada pela paixão, então vamos trazer tudo para o nosso lado, assim como os antis, também motivados pela paixão "contra nós", tentam desesperadamente fazer valer o lado deles, que na verdade não existe, eles apenas são do contra porque ser contra o Corinthians é o que lhes movem.
Se ficar nesse campo da paixão, a coisa vai ser sempre assim. Então o que tem que entrar? A razão. E a razão precisa ser defendida pelo clube, pautado em dados técnicos, em dados concretos, em verdades.
Quando a prefeitura leva um projeto de isenção fiscal para os próximos 20, 30 anos após a construção do estádio, algo previsto em lei e utilizado fartamente em várias situações, no país inteiro, o clube não pode aceitar que a imprensa veicule mentiras e matérias sensacionalistas com o objetivo de atrair a opinião pública contra o projeto. Tem que rebater de imediato, com dados, com informação legal, com relatos de especialistas.
Quando um promotor público usa das suas atribuições legais para fazer politica barata e rasteira, como o de ontem no caso dos dutos da Petrobrás, o clube tem que se manifestar de imediato.
Quando a imprensa insiste em transformar a arena da Copa do mundo num projeto particular do Corinthians, o clube deveria se manifestar de forma contundente, deixando claro que o projeto é do estado, é de interesse nacional, e portanto os órgãos públicos tem sim muita obrigação para com o projeto.
Ou seja, o clube não pode ficar calado da forma que está. Isso nos passa a sensação de que realmente alguns argumentos da anti-corinthianada passam a ter um fundo de verdade.
Concluindo, o silêncio do clube é antes de tudo um desrespeito a seus próprios torcedores, pois quem sofre de fato somos nós.
Sanchez precisa sair do escuro. Precisa de fato ser transparente. Querer aprovar o estádio no peito, na base da "amizade" da CBF, é um risco burro, pois o Ricardo Teixeira não é amigo de ninguém, além de conferir ao clube uma imagem negativa. Tem que agir com competência e clareza, para que o ônus da construção do estádio seja assumido pela sociedade, pois é para ela que os benefícios da copa do mundo serão revertidos.
Isso é extremamente simples de fazer. Se nossos dirigentes insistirem em não fazer, aí vai acabar perdendo o apoio até da próxima torcida.
Valeu!