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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Corinthians 0 x 1 Cruzeiro. Perdemos, mas fomos grandes como sempre!!

"Nós estamos nos preparando para o jogo de domingo para fazer o melhor e trabalhar como um time pequeno."


Nação,

A frase acima é do jogador cruzeirense Montillo, e ajuda a explicar pelo menos em partes o motivo da nossa primeira derrota no campeonato.

Eu não me lembro de ter visto até hoje num jogo entre duas equipes grandes uma delas assumir um comportamento tão retranqueiro, tão medroso, e tão respeitoso com a equipe adversária. O Cruzeiro foi a equipe mais pequena que já enfrentamos no campeonato e provavelmente na nossa história.

Não se trata de jogar com cautela, fechadinho e explorar os contra-ataques. Isso é o normal quando se joga na casa do adversário. No caso deles, foi muito além disso. Trancaram lá atrás, colocaram todos seus jogadores para marcar individualmente os nossos e não tentaram buscar o gol em nenhum momento, demonstrando claramente que o objetivo era não tomar uma goleada. E tudo isso temperado com intenso anti-jogo, com farta distribuição de faltas, parando nossa equipe o tempo inteiro, sem receber a punição adequada da arbitragem.

Quando você enfrenta uma equipe grande, de qualidade, mas que não joga, fica muito difícil realmente. 

Além disso, o time sentiu os desfalques. Os reservas jogaram individualmente menos do que os titulares. E coletivamente também, alterando a forma da equipe jogar.

Ramon não teve problemas na defesa, até porque o Cruzeiro não atacou. Mas no ataque subiu pouco, e não teve sucesso em nenhum cruzamento, diferente do titular Fábio Santos, antes tão contestado mas que tem sido efetivo tanto na marcação quanto no ataque. Fez falta ontem.

Assim como fez falta o Liedson. Emerson jogou bem, correu, fez algumas boas jogadas, mas errou demais, abusou de firulas em momentos desnecessários, não caprichou nas finalizações que teve oportunidade, principalmente de cabeça, e por não ter o mesmo estilo do Levezinho, saiu muito da área, e o time acostumado a um jogador referência, sentiu a mudança, e as jogadas de triangulação tão comuns nos últimos jogos raramente aconteceram.

E Renan, que temos que lembrar que é jovem, sentiu o peso da camisa e de substituir o Júlio César, que se tornou símbolo desse time nos últimos jogos. Entrou claramente inseguro e apavorado. Não teve culpa no gol, mas não deveria estar tão adiantado. 

O time não jogou mal. Mas esses fatores realmente tiveram grande peso. Um ferrolho do outro lado, abdicando totalmente de jogar, e nossa obrigatoriedade de adaptação devido as mudanças no time. Mas mesmo assim, o time se comportou como das outras vezes, buscando o jogo, trocando passes com velocidade, guerreiro e com a disposição de sempre. Tivesse conseguido um gol no início, provavelmente teríamos goleado.

Mas o "se" não entra em campo, e a tática medrosa dos mineiros deu certo. Fazer o que, faz parte. 

Perder é sempre ruim, mas não há motivos para pânico ou críticas pesadas. O que precisamos é apoiar e esperar que o time não sinta o baque da primeira derrota, e que os reservas que entraram atuem melhor, mais integrados a forma tradicional da equipe atuar.

E como eu disse anteriormente, somos vítimas do nosso próprio sucesso. Somos o time a ser batido, e por isso os adversários nos estudam melhor, nos marcam mehor, fazem o jogo de suas vidas. Temos que nos preparar para isso daqui para frente.

Levantar a cabeça e recuperar os pontos perdidos em casa no próximo jogo.

Aqui é Corinthians, não cabe chororô e lamentações eternas.

Valeu!

CORINTHIANS 0 X 1 CRUZEIRO
Renan, Weldinho, Chicão, Leandro Castán e Ramon (Alex); Ralf, Paulinho e Danilo (Elias Oliveira); Willian, Emerson e Jorge Henrique (Edenilson).Fábio, Vitor (Ortigoza), Naldo, Gil e Gilberto; Fabrício, Marquinhos Paraná, Éverton (Léo), Roger (Anselmo Ramon) e Montillo; Wallyson.
Técnico: Tite.Técnico: Joel Santana.
Gol: Wallyson, aos 10 minutos do segundo tempo
Cartões amarelos: Ramon, Emerson (Corinthians), Gil, Gilberto (Cruzeiro). Vermelho: Gilberto
Data: 24/07/2011. Local: Pacaembu, em São Paulo. Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (Fifa-RS). Auxiliares: Altemir Hausmann (Fifa-RS) e Julio Cesar Rodrigues Santos (RS). Público: 34.462 pagantes. Renda: R$ 1.275.456,50


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Corinthians consegue perder para outro time medíocre. Méritos do "genial" técnico Adilson!!!

Nação,

Existe uma máxima no futebol, talvez a mais famosa, que em time que está ganhando não se mexe.

Não há que se buscar explicação mirabolante ou aspectos táticos revolucionários para encaixar o sentido dessa afirmação. Ela sintetiza o que de mais puro há no futebol, que é a simplicidade.

Ou seja, traduzindo, essa frase quer dizer: faz o simples. Desdobrando, podemos dizer: não inventa. E fechando para não se ter dúvida, acrescentamos um: viu Adilson???

Resumindo: Adilson, faz o simples, não inventa.

Mas o professor Pardal não ganhou essa fama por acaso, e estamos sentindo na pele o que o nosso adversário de hoje sentiu por anos. 

Dá para aplicar mais uma, em homenagem ao gênio da noite: técnico não ganha jogo, no máximo, perde.

E, sem querer exagerar na corneta, a derrota de hoje pode ser creditada quase que totalmente ao técnico. Só divide um pouquinho com o goleiro, porque independente de falha de zaga, de posicionamento, um goleiro de um time que se propõe candidato ao título não pode tomar um gol daquele.

Estou de cabeça quente, como toda a Fiel está, e minhas palavras serão duras. Mas duvido que amanhã, depois de amanhã, daqui a um mês, mais tranquilo, eu vá mudar uma virgula do que digo agora. Porque não se pode perder um jogo desses, para um adversário medíocre, se realmente se pretende lutar pelo título.

Por isso venho insistindo na questão do que o Corinthians quer. Porque se quer ser campeão, não pode agir dessa maneira. Não pode a diretoria deixar um dos melhores goleiros do Brasil ir embora por causa de birra, mesmo considerando a má postura do jogador.

Não pode deixar de contratar um atacante de área, esperando que os volantes façam esse papel.

E finalmente não pode trazer um técnico medíocre com status de primeiro time.

Todas as ações tomadas pela diretoria ultimamente, e a contratação e manutenção desse técnico, só me leva a concluir que o Corinthians não quer lutar pelo título. Não quer ser campeão.

Porque não pode um time que desmoraliza um dos maiores rivais, dando um show de bola, três dias depois enfrentar um time medonho, que não ganha de ninguém, e dar a eles a oportunidade de renascimento.

E isso aconteceu porque o técnico assim programou.

Adilson deu entrevistas antes do jogo enchendo a bola de jogadores que o próprio torcedor cruzeirense reza para que saiam do time. 

Depois de um show de ofensividade no último jogo, treinou a equipe com três zagueiros, demonstrando para o adversário que ele não tinha o que temer, pois o cagaço estava do nosso lado.

Aí colocou isso em prática. Entrou com praticamente a mesma equipe, mas com um jeito totalmente diferente de jogar. Elias, que flutuava no ataque, hoje estava quase como terceiro zagueiro.

Mal começa o jogo, o adversário cruza a bola na área, e ela sobra na diagonal, e num chute cruzado, totalmente defensável, o goleirinho deixa ela passar bizonhamente por baixo das suas mãos. Realmente, é o próprio "Horácio".

Um baque, mas a equipe tem o domínio da partida. Mas apenas territorial. Não tem pegada, pois das dez primeiras faltas, oito são do adversário. Ou seja, entramos totalmente sem garra e entregues.

Mesmo assim, um penalty. O cobrador oficial está mal. Quem o técnico elege? O maestro da equipe. Diriam que seria a escolha natural. Será? E o fato de ele ainda ser um garoto, que está se ambientando ao peso da camisa mais pesada do futebol brasileiro, não tem que ser levado em consideração? Outros atletas mais experientes não poderiam assumir esse posto no momento? Cadê Roberto Carlos, Alessandro, Elias, Jorge Henrique?

Mas lá foi o garoto. Bateu mal, perdeu, e sentiu o golpe. Mas mesmo assim, é o artilheiro do campeonato, o cérebro da equipe, a reserva de qualidade e esperança de que algo aconteça. 

Não para o genial técnico. Na primeira oportunidade, com quinze minutos da segunda etapa, ele o tira, e coloca outro garoto, que não tem características de armação, e lógico, não arma, não cria, não toca na bola, não faz nada.

O Cruzeiro fez um golzinho e se trancou. As chances de abrir a defesa estavam no deslocamento dos dois atacantes. Aí o gênio tira um deles, Iarley, e coloca o mais famoso poste do futebol mundial. Souza, em quase 40 minutos em campo, só deu um toque na bola, que puxou o contra-ataque adversário e quase resulta no segundo gol.

Para coroar todas as invencionices, ele tira o maior lateral esquerdo da história do futebol brasileiro, e coloca mais um volante. Rei Roberto já está ficando de saco cheio dessa mania do técnico de tirá-lo, ou de forçá-lo a jogar de uma forma que ele não faz há uns 10 anos.

Enfim, Adilson errou do planejamento a execução. Errou tudo nessa partida. Não aproveitou o momento favorável depois de um clássico brilhante. Não aproveitou o fato de jogar contra um adversário que estava no buraco. Não está aproveitando a chance da sua vida que é treinar a maior equipe do futebol brasileiro.

Então, para mim, já demonstrou que não tem cancha para ser nosso técnico. E antes que o estrago seja maior, deve ser demitido.

Isso se o Corinthians quer mesmo ser campeão. Infelizmente, não é o que parece.

Sem valeu!


CRUZEIRO 1 X 0 CORINTHIANS
Fábio, Edcarlos, Gil e Cláudio Caçapa; Jonathan, Marquinhos Paraná, Henrique, Montillo (Roger) e Everton (Pablo); Wellington Paulista e Robert (Wallyson).Julio Cesar, Alessandro, Chicão, Paulo André e Roberto Carlos (Paulinho); Ralf, Jucilei, Elias e Bruno César (William Morais); Jorge Henrique e Iarley (Souza).
Técnico: Cuca.Técnico: Adilson Batista.
Gols: Montillo, aos dois minutos do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Everton, Edcarlos, Cláudio Caçapa, Wellington Paulista, Henrique, Gil (Cruzeiro); Chicão, Alessandro, Jorge Henrique, Souza (Corinthians)
Local: Parque do Sabiá, em Uberlândia (MG). Data: 25/08/2010. Árbitro: Sandro Meira Ricci (DF).
Assistentes: Enio Ferreira de Carvalho (DF) e Cesar Augusto de Oliveira Vaz (RS).