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sexta-feira, 2 de abril de 2010

Corinthians 2 x 1 Cerro Porteño. Feito!!


Nação,

O Timão entrou em campo determinado a conseguir o objetivo desenhado, que era a vitória. E conseguiu isso.

Libertadores é outro papo. Não tem jeito. Não existe adversário morto. Enfrentamos um Cerro lá no Paraguay, e aqui pegamos outro totalmente diferente.

Aliás, este era para ser nosso principal adversário. É o mais tradicional e com melhores jogadores. Mas por algum motivo faz uma campanha medíocre, e por isso passa a ilusão de ser uma galinha morta.

Longe disso. Até foi lá na casa deles, e pela postura mostrada hoje, fica claro que havia algum problema. Prova disso é que o bactéria e ex-urubu Ramirez foi afastado, assim como outros perebas.

Tivéssemos enfrentado esse time lá e dificilmente venceríamos. Porque hoje jogamos muito, mas os caras também. Uma equipe que veio disposta ao tudo ou nada, se atirando ao ataque, marcando pressão e pouco se importando com o nosso contra-ataque.

Foi de fato a nossa prova de fogo. E o time passou. E bem. Jogou um belo futebol. Se não fosse os buracos deixados no meio pelos avanços do Juciley, e teríamos liquidado a partida de forma tranquila, mesmo com toda a luta e disposição do adversário.

O time mostra que o abandono do rodízio e a lavagem de roupa suja já deram resultado. Aliás, podem reparar que depois disso o Mano fica bem mais calmo no banco, sem aquele teatro todo. Valeu Mano, reconheceu mesmo os erros e está se dispondo a corrigi-los direitinho.

E vai conseguindo, porque agora, com a definição da equipe titular, temos jogadores mais focados, mais comprometidos, e com muito mais objetividade e prazer de jogar.

Moacir está justificando o porque da insistência na sua contratação. Elias e Ralf já estão muito próximos de reeditarem a dupla vitoriosa do ano passado, quando tínhamos o Cristian.

Danilo é cerebral. Toca bem, protege bem e enxerga o jogo como um técnico dentro de campo. Precisa a equipe entendê-lo melhor, e soltar a bola mais rápida quando das suas deslocadas livre no lado esquerdo.

E por falar em lado esquerdo, Roberto Carlos é disparado a nossa melhor contratação. Diria até que a melhor contratação do futebol brasileiro. Continuando assim, o paneleiro técnico da seleção vai ter que engolí-lo, porque não tem nenhum lateral hoje jogando mais do que ele.

E o gordo. Triste vê-lo assim fora de forma. A tristeza aumenta quando sabemos, e ele demonstra, do que é capaz. Letal como sempre, imagina se perder alguns quilinhos?

Uma partida que mostrou de fato o que é disputar uma Libertadores. E o Corinthians jogou com raça, mas também com ginga, entortando os paraguaios, triangulando, sufocando e mostrando muita habilidade.

Abriu 2 a 0, com o Gordo e o guerreiro Chicão, vacilou e deixou os caras encostarem, mas soube segurar a onda até o final.

O time está numa crescente. A crise veio e foi embora na hora certa. Os jogadores fecharam com o Mano, e nós, que nunca abandonamos, também fechamos, porque nossa visão e nossos pedidos foram atendidos.

Aquele time retranqueiro e sem criatividade não existe mais. O Corinthians guerreiro voltou.

Segura que a América é nossa.

Valeu!

CORINTHIANS 2 x 1 CERRO PORTEÑO
Rafael Santos; Moacir, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralf, Jucilei, Elias e Danilo (Tcheco); Dentinho (Jorge Henrique) e Ronaldo (Iarley).Diego Barreto; Iván Piris, Diego Herner, Luis Cardozo e Ernesto Cristaldo; Jorge Nuñez (Irrazabal), Javier Villarreal, Rodrigo Burgos (Cáceres) e Julio dos Santos; Pablo Zeballos e Roberto Nanni (Ereros).
Técnico: Mano Menezes.Técnico: Pedro Troglio.
Gols: Ronaldo, aos 36 minutos do primeiro tempo; Chicão, aos 18, e Julio dos Santos, aos 35 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Ralf (COR); Nuñez, Herner, Burgos (CP). Cartão vermelho: .
Público: 30.321 pagantes. Renda: R$ 1.976.805,00
Estádio: Pacaembu, em São Paulo (SP). Data: 01/04/2010. Árbitro: Victor Hugo Carrillo (PER). Auxiliares: Luis Alberto Abadie (PER) e Luis Eduardo Ávila (PER).

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Subindo!!!!



É nação,

O Mano tinha dado linha para esse campeonato.

O baque do desmanche transformou a euforia de até então em pessimismo e medo.

Mas Corinthians é Corinthians.

Os jogadores que estavam entregues ouviram o clamor da Fiel, que mesmo pessimista não perdeu a fé e nunca negou apoio.

Aí, a engrenagem aos poucos começou a funcionar de novo. Mesmo com novidades em campo como Jucilei, Balbuena, Bill... aquele toque de bola, aquela saída rápida em contra-ataques começa a ser frequente como no período da conquista do Paulistão invicto e do Tri da Copa do Brasil.

Ontem, num jogo festivo, contra um timeco que nos tem como maior rival, o Timão massacrou, numa clara demonstração da diferença de tamanho entre os dois times.

O peixinho assumiu a condição de time pequeno e só se livrava do perigo na base do chutão.

Mas, como o futebol tem suas ironias, o time pequeno sempre acaba dando sorte, e num vacilo de posicionamento, 1 a 0 para os caras, bola que caprichosamente bateu no nosso guerreiro Chicão antes de entrar.

Parecia que o molho ia azedar.

Uma festa tão linda, para no final sair triste com uma derrota num jogo em que éramos superiores?

Não. Os Deuses do futebol não permitiriam isso.

A máquina se recompõem, respira fundo, mira o alvo e reinicia a artilharia pesada.

Impossível os pequeninos lambaris resistirem muito tempo. E não resistiram.

Empate na raça e na vontade, aos 34 do segundo tempo, com o Bill mandando a bola e o Dentinho prá dentro da rede.

E aos 43, o guerreiro, o destemido herói da Fiel, o super zagueiro Chicão, numa jogada cinematográfica, mete a cabeça e traz o Pacaembu abaixo.

Virada, vitória fantástica, mais 3 pontos em cima de um freguês histórico, e o Penta já começa a aparecer na esquina.

Ai Corinthians, seu sinônimo é emoção.

Tem que ser sofrido, porque assim é mais gostoso.

Agora um período de folga, tranquilidade para azeitar a máquina e buscar o título que já está desenhado ser nosso desde o início do campeonato.

Aqui é Corinthians, 99 anos de puro brilho.

Valeu!