Nação,
Como dizíamos antes, o jogo de hoje era tudo ou nada. E foi. Não se ganha um campeonato perdendo pontos em casa para equipes medíocres. Quando isso acontece, algo precisa ser feito, se ainda existir alguma meta a ser alcançada.
Já me preparava para escrever esse post tomado pelo ódio. Porque pior do que estar no buraco, é não fazer nada para sair dele. E, nossa diretoria, para fazer graça com a imprensa podre, resolveu dar uma de "moderninho", e não tomar nenhuma decisão, mesmo que todos os caminhos indiquem que ela é imprescindível.
Quando tudo está dando errado, você precisa fazer alguma coisa. Pois a definição de loucura diz que é você fazer a mesma coisa, do mesmo jeito, e esperar algo diferente. Insistir com Adilson não mudaria os rumos do precipio que se agiganta a nossa frente.
Vamos escapar dele depois de sua saída? Talvez. Estaremos torcendo para que sim. Mas que a probabilidade de que não conseguíriamos com ele é muito maior do que com qualquer outro.
O futebol, para o bem ou para o mal, tem suas regras, sua lógica que pode ser perversa, mas não muda desde que Charles Miller trouxe a primeira bola para o país e não mudará até a eternidade. Começou a dar ruim, alguém tem que pagar o pato, e esse tem que ser o técnico. Injusto? Talvez. Mas é a única forma de mandar o recado para os verdadeiros responsáveis, os jogadores, de que a parada é séria, e que a conduta tem que mudar.
Se o Adilson não saísse, estaria sinalizado para os jogadores que tudo era culpa do destino, dos problemas, e que estava tudo bem. Não, definitivamente não.
Estamos recheados de problemas, cheio de desfalques, no limite da capacidade física, mas isso não justifica a maior equipe do país, da maior e mais fiel torcida, dar vexame em casa e jogar mais um campeonato pela janela.
A saída do Adilson sacode o elenco, e sacode as estruturas. Cobranças agora serão mais direcionadas, porque o "bucha" não vai estar mais lá para segurar tudo sozinho. Respostas terão que ser dadas. Porque tantas contusões? Porque elas são incuráveis? Porque o time prega no segundo tempo? Porque não tem poder de reação? Porque jogadores que recebem em dia não rendem quando entram? Quem banca Souza, Moacir e outras amebas?
Gente que estava confortável terá que se coçar, e por isso que repito, a lógica perversa de estourar tudo no técnico traz mais benefícios do que prejuízos.
Adilson foi uma aposta que estava fadada ao fracasso. Mesmo assim, eu escrevia aqui que não deveríamos ser tão cruéis com ele, já que os problemas do Corinthians estão aquém do poder do técnico. Mas, como aposta, ele já chegou caindo. Precisaria matar um Leão por dia e não estava nem machucando um gatinho. Foi vítima de vários e vários problemas, mas deu sua imensa contribuição para aumentá-los, com suas invencionices e mente "brilhante" de professor Pardal. Já chegou queimando nossa principal estrela, Bruno César, e conseguiu tirar o gás até do maior atleta em atividade nesse país, Roberto Carlos. Então, apesar dos pesares, fez por merecer sua saída, e tenha certeza que não tem ninguém lamentando.
Mas, que sirva para sacudir o time e mexer nas entranhas do Parque São Jorge. Como citado, respostas agora precisarão ser dadas e gente que está na boa terá que se coçar.
Porque demorou, mas a Fiel acordou. Continuamos apoiando, mas não deixaremos esse campeonato escapar pelos dedos, para amanhã ver um time medíocre ser campeão e ficar com aquela certeza de que dava para sermos campeões e não fomos por jogar fora, como no ano passado.
Agora não. Foi ridículo perder para o lixo de time que perdemos hoje. Mas trouxe o benefício do sacode.
Quem chegar agora não pode vir com a tranquilidade de só fazer o ano acabar. Não. Vem com a responsabilidade de conquistar o campeonato que tem que ser nosso.
Por isso, que venha alguém de peso. Parreira, o mais provável. Abelão ou Autuori. Nada menos que isso.
Porque o erro já foi com o Adilson, e apesar dos pesares, ainda não estamos na tragédia, já que faltam 10 jogos e estamos no bolo da frente. Mas não é hora para errar.
E não é hora mais para continuar colocando a desculpa nos problemas e desfalques. Aqui é Corinthians, e quem veste esse manto tem que saber que pressão é nosso sobrenome.
Reajam!
Sem valeu!
| Julio Cesar; Alessandro, Thiago Heleno, William (Chicão) e Leandro Castán; Moacir (Defederico), Paulinho, Jucilei e Bruno César; Iarley e Souza (William Morais). | Márcio; Adriano, Daniel Marques, Gilson (Jairo) e Thiago Feltri; Agenor, Pituca, Robston e Anaílson (Renatinho); Juninho (William) e Marcão. |
| Técnico: Adilson Batista. | Técnico: René Simões. |
| Gols: Leandro Castán, a 1, Juninho, aos 19, Gilson, aos 38, e Marcão, aos 45 minutos do primeiro tempo; Marcão, aos 22, William Morais, aos 26, Thiago Heleno, aos 41 minutos do segundo tempo. | |
| Cartões amarelos: .Jucilei (COR); Agenor, Jairo (ATL). Cartão vermelho: Leandro Castán (COR). | |
| Público: 23.459 pagantes. Renda: R$ 748.606,00. | |
| Local: Pacaembu, em São Paulo (SP). Data: 10/10/2010. Árbitro:Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG). Auxiliares: Márcio Eustáquio Santiago (Fifa-MG) e Dibert Pedrosa Moisés (Fifa-RJ). | |
